A reverência final de Stephen Colbert como apresentador do The Late Show foi criticada como uma “decepção” pela Variety, com o jornal observando que Colbert nunca foi bom nas esquetes do programa ou nas entrevistas com convidados famosos.
Colbert acabou sendo demitido pela CBS quando dez anos de queda consistente nas classificações e déficits orçamentários anuais de quarenta milhões de dólares reduziram sua viabilidade.
O programa de quinta-feira foi a última transmissão noturna do apresentador no famoso Ed Sullivan Theatre de Nova York. No final, porém, a Variety não ficou impressionada.
Escrevendo para o jornal, o crítico de TV Daniel D’Addario lamentou que mesmo em seu último grande programa, “Colbert não conseguiu, em última análise, escapar de ser Colbert”, porque suas falhas ainda estavam no centro das atenções. O crítico lamentou: “Infelizmente, este apresentador não tem talento nem para entrevistas nem para esquetes”.
D’Addario criticou Colbert, por exemplo, por falar constantemente sobre seu grande convidado, o fundador dos Beatles, Paul McCartney.
“Em um momento particularmente pouco engenhoso, Colbert tentou aumentar a posição de McCartney perguntando se ele já havia conhecido o Papa. (McCartney não conheceu; Colbert conheceu, e foi por isso que ele perguntou – para se gabar. Mas, afinal, McCartney é um Beatle.)”, acrescentou D’Addario.
Ele também criticou Colbert por aparecer como backing vocal de McCartney durante a apresentação musical do famoso Beatle. D’Addario, com razão, não conseguia entender por que Colbert sentia que tinha que estar no palco assaltando tudo durante as músicas de McCartney.
O crítico também destacou que Colbert apresentou uma “parte mal passada” sobre o Papa se recusar a aparecer no programa porque os cachorros-quentes do Teatro Ed Sullivan “não encontraram seu cavaleiro”.
Falando do Papa, Colbert aparentemente tentou ganhar algum entusiasmo antes do último show, espalhando na mídia o boato de que ele havia realmente conseguido que o Papa Leão XIV fosse seu convidado final.
No início de maio, Colbert disse à mídia que colocar o Papa no programa era o golpe de convidado da “baleia branca”. E muitos meios de comunicação presumiram que isso significava que Colbert conseguiu fazer com que o Papa aparecesse.
Varitey passou para o material do Sr. Colbert, especialmente a parte do “buraco de minhoca”.
“Dado o aviso prévio de quase um ano, pode-se pensar que Colbert poderia ter apresentado um material melhor. Particularmente desconcertante foi o desastroso esboço gravado sobre um buraco de minhoca consumindo seu estúdio e que ocupou a maior parte da segunda metade do programa”, escreveu D’Addario, concluindo que a parte não passava de uma “total perda de tempo”.
No final, D’Addario sentiu que o ego de Colbert levou a melhor sobre ele.
“O final do ‘Late Show’ de Colbert pareceu revelar que o apresentador não carecia de um senso de ego saudável, já que a produção permitiu que convidado após convidado prestasse homenagem ao serviço de Colbert à democracia e ao mundo em geral”, concluiu.
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