Os chefões do Mets, David Stearns e Steve Cohen, parecem apoiar o técnico Carlos Mendoza. Mas usar os menos poderosos como bodes expiatórios é uma tradição de longa data do beisebol.
Após a desastrosa desintegração do Mets na temporada passada, Stearns, seu presidente do beisebol, tomou a decisão de mudar a maior parte da comissão técnica. Isso se enquadra na ordem usual de culpa, já que as demissões geralmente ocorrem por ordem de remuneração, do menor para o maior.
Primeiro vêm os treinadores, que ganham principalmente na casa dos seis dígitos (US$ 100.000 a US$ 400.000). Depois vem o gerente, que naturalmente ganha mais do que seus treinadores, mas normalmente menos do que o sujeito que dirige as operações de beisebol (exceto no caso de capitães famosos como Terry Francona ou de longa data).
Não é de surpreender que falantes extremamente bem pagos que não fizeram nenhuma reportagem, não cobriram nenhum jogo e, francamente, não sabem quase nada, estão pedindo que Stearns, também extremamente bem pago (mais de US$ 10 milhões), derrote o técnico Mendoza (cerca de US$ 1,5 milhão) em seguida. Justo ou não, essa é a tradição do beisebol quando os times perdem além das expectativas, quer a expectativa fosse correta ou não.



