Revelação dos torcedores argentinos no retorno de Messi a Miami antes da partida com Cabo Verde

Miami, Estados Unidos – Cantando ao ritmo do tambor, pulando e dançando com alegria, ostentando suas famosas camisas azul-claras e brancas e agitando grandes bandeiras com imagens de seus heróis, os torcedores do futebol argentino anunciaram em grande estilo a chegada de seu time a Miami.

Um dia antes da primeira partida eliminatória da Argentina na Copa do Mundo FIFA 2026 – e seu primeiro jogo no Sunshine State – a parte de Miami Beach conhecida como Pequena Buenos Aires ganhou vida com cerca de mil foliões preparados para o “regresso a casa” de Lionel Messi na sexta-feira.

Os atuais campeões e um dos favoritos do pré-torneio enfrentarão a seleção de conto de fadas da Copa do Mundo – a pequena nação insular africana de Cabo Verde.

A partida no Miami Stadium colocará um time apoiado por uma das maiores torcidas itinerantes do torneio contra um time que pode não ter forte apoio nas arquibancadas, mas conquistou a simpatia dos neutros com suas atuações heróicas.

Entre os torcedores argentinos, porém, não há espaço para simpatia pelo time que está acima de seu peso.

Para Adrian Elizondo, a lógica é simples: “Messi merece ganhar mais uma Copa do Mundo”.

“É a última Copa do Mundo de Messi e como ele é o maior jogador de todos os tempos, ele merece sair com outro troféu”, disse Elizondo à Al Jazeera.

Elizondo acredita que o sucesso da Argentina é mais do que Messi.

“Temos bons jogadores, um excelente treinador e dezenas de milhares de pessoas apoiando a equipe. Fazemos uma grande diferença.”

Uma rápida olhada no clima de festa em Miami Beach reforçou a afirmação de Elizondo.

Miami, onde Messi joga seu clube de futebol desde 2023, abriga pelo menos 30 mil argentinos, segundo dados do censo local.

Some-se a isso mais 20 mil torcedores acompanhando o time na busca pela defesa do título nos Estados Unidos e fica evidente que Miami é o “País do Messi”.

Torcedores argentinos se reúnem em Miami antes da partida de sua seleção na Copa do Mundo contra Cabo Verde, em 2 de julho de 2026 (Hafsa Adil/Al Jazeera)

A multidão em North Beach, que abriga vários restaurantes e cafés argentinos com décadas de existência, começou a se formar mais de 24 horas antes do início do jogo e não deu sinais de diminuir com o passar da noite.

Torcedores, desde crianças até torcedores na casa dos 70 anos, foram vistos caminhando em direção à área central da Pequena Buenos Aires.

Um pequeno grupo de entusiastas começaria a cantar “Muchachos” – o famoso hino do futebol argentino – e centenas de outros logo se juntariam a eles.

Embora a letra fale sobre o sofrimento das finais perdidas da Copa do Mundo e dos heróis do passado, o clima entre os torcedores era festivo, especialmente quando Messi e companhia quebraram uma seca de 36 anos de títulos há quatro anos no Catar e imitaram seu herói Diego Maradona ao levá-los a um troféu da Copa do Mundo.

Para os torcedores argentinos, Maradona e Messi são comumente considerados mestres e protegidos. Faz parte do seu folclore futebolístico, que é reforçado em cada oportunidade.

Em Miami, enquanto homens, mulheres e crianças dançavam nas ruas, um grupo de torcedores vestidos com camisas do clube de futebol argentino Newell’s Old Boys postou-se orgulhosamente diante de uma faixa que ligava os dois heróis nacionais ao clube.

Torcedores argentinos se reúnem em Miami antes da partida de sua seleção contra Cabo Verde, na Copa do Mundo, no dia 2 de julho (Hafsa Adil/Al Jazeera)Jorge Martinelli, segundo à esquerda, e outros torcedores argentinos do clube Newell’s Old Boys (Hafsa Adil/Al Jazeera)

Jorge Martinelli viajou de Rosário, sede do clube, para Miami com seus amigos e orgulhosamente compartilhou algumas curiosidades sobre sua cidade natal.

“Messi nasceu em Rosário e jogou nas categorias de base do Newell’s antes de ingressar no Barcelona, ​​​​enquanto Maradona veio para o clube em 1993”, disse ele à Al Jazeera.

Existe alguma outra conexão entre os dois capitães icônicos? Martinelli disse: “Sim, é uma conexão cósmica.

“Muitos aqui acreditam que Maradona está guiando o time do céu”, brincou.

Em meio à explicação de Martinelli sobre a conexão espiritual entre os dois, os torcedores soltaram biscoitos para comemorar o retorno do filho favorito do futebol de Miami ao seu lar adotivo.

O morador de Rosário disse que não quer contemplar um futuro depois que Messi se aposentar do futebol internacional.

“Isso criará um grande buraco na seleção nacional, igual ao que aconteceu depois de Maradona”, disse ele.

Por enquanto, porém, ele acredita que Messi é o favorito para fazer o que nem mesmo o grande Maradona conseguiu: defender com sucesso o título.

“Ele (Messi) está aqui. Ele está jogando. Maradona está assistindo.”

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