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O que está acontecendo no 91º dia da guerra no Irã, enquanto EUA e Irã se aproximam do acordo de 60 dias

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O que está acontecendo no 91º dia da guerra no Irã, enquanto EUA e Irã se aproximam do acordo de 60 dias

Os EUA e o Irão estão perto de um memorando de entendimento de 60 dias que visa reabrir o estreito de Ormuz, com negociações previstas sobre diferenças nucleares e outras.

Publicado em 29 de maio de 2026

Os esforços diplomáticos para preservar o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão continuaram nos bastidores, com as autoridades a sinalizarem progressos no sentido de um quadro que poderia abrir a porta a negociações formais após semanas de conflito e perturbações no Golfo e fora dele.

Apesar do otimismo, permanecem dúvidas sobre o calendário e o âmbito de qualquer acordo. Relatos da mídia iraniana sugeriram que as discussões continuam e que detalhes importantes ainda não foram finalizados, enquanto ambos os lados continuam a lidar com questões sensíveis, incluindo o programa nuclear do Irã e a segurança no Golfo.

Aqui está o que sabemos:

No Irã

  • Negociações de cessar-fogo EUA-Irã: Washington e Teerão estão perto de um acordo para prolongar o seu frágil cessar-fogo por 60 dias e iniciar conversações sobre o programa nuclear do Irão, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não tenha assinado o acordo, disseram fontes americanas à Al Jazeera. O quadro proposto manteria o transporte marítimo através do Estreito de Ormuz sem restrições, exigiria que o Irão removesse as minas marítimas no prazo de 30 dias e veria os EUA levantarem o seu bloqueio naval se o tráfego comercial fosse retomado, sugerem os relatórios.
  • Mais navios estrangeiros transitam por Ormuz: O número de navios não ligados ao Irão que atravessam o Estreito de Ormuz aumentou nos últimos dias, segundo dados marítimos. Analistas dizem que os navios que arvoram bandeiras de Singapura, Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul e Noruega retomaram o trânsito na hidrovia estratégica, apesar das contínuas tensões e interrupções no transporte marítimo do Golfo.

Diplomacia de guerra:

  • O enriquecimento nuclear continua a ser um ponto de discórdia: Apesar dos sinais de progresso, as diferenças sobre o programa de enriquecimento de urânio do Irão parecem permanecer enraizadas.
  • Incerteza sobre vistos para a Copa do Mundo do Irã: A seleção iraniana de futebol ainda aguarda vistos para os EUA antes da Copa do Mundo do próximo mês, de acordo com o embaixador do Irã no México, que disse que a seleção não está competindo em “termos iguais”. A equipe transferiu seu campo de treinamento para Tijuana, no México, após abandonar os planos de ficar baseado no Arizona. O Irã está programado para abrir seu torneio contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho, antes de enfrentar Bélgica e Egito no final da fase de grupos.
  • Vice-PM do Paquistão visitará os EUA: O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, deve viajar a Washington na sexta-feira para uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A guerra contra o Irão deverá ser o foco da reunião. O Paquistão tem sido o principal mediador entre os EUA e o Irão, ajudando a costurar um frágil cessar-fogo em vigor desde 8 de Abril.

Para o Golfo

  • Kuwait e Emirados Árabes Unidos condenam incidente com mísseis: O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos condenaram o que o Kuwait descreveu como “agressões iranianas” depois de um míssil balístico lançado contra o país ter sido interceptado. Os dois Estados do Golfo reafirmaram o direito do Kuwait de tomar todas as medidas necessárias para proteger a sua soberania e segurança. O Irão não disse explicitamente que tinha como alvo o Kuwait, embora o IRGC tenha dito que atingiu uma base usada pelas forças dos EUA para lançar ataques recentes no sul do Irão.
  • Emir do Catar e Trump discutem tensões regionais: O emir do Catar, Xeique Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Thani, conversou por telefone com Trump para discutir os últimos desenvolvimentos na guerra e os esforços diplomáticos em andamento para reduzir as tensões. As conversações ocorrem num momento em que o Qatar continua a acolher discussões regionais destinadas a reforçar o frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irão e a promover uma estabilidade mais ampla.

Nos EUA

  • EUA ampliam sanções às redes ligadas ao Irã: Washington impôs novas sanções a empresas, indivíduos e navios acusados ​​de ajudar a financiar as forças armadas do Irão e o IRGC. As medidas visam as redes de transporte petrolífero e petroquímico, enquanto o Departamento do Tesouro também sancionou entidades sediadas em Hong Kong alegadamente envolvidas numa operação multibilionária de venda de petróleo iraniano.

Em Israel e Gaza

  • Netanyahu ordena expandir o controle de Gaza: O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, diz que ordenou aos militares que tomassem uma maior parte de Gaza, até 70 por cento do território palestiniano. Estima-se que Israel já controle cerca de 64 por cento da faixa, apesar de uma trégua mediada pelos EUA em Outubro que exigia a retirada das suas forças para a chamada “Linha Amarela”.
  • Crescem as preocupações com os planos de controlo de Gaza: Analistas alertaram que a presença militar crescente de Israel em Gaza poderia sinalizar um plano mais amplo para assumir o controlo total do enclave e deslocar a sua população palestiniana.

No Líbano

  • Ataques israelenses atingiram a área de Beirute, sul do Líbano: As forças israelitas realizaram ataques mortais em todo o sul do Líbano e lançaram o seu primeiro ataque perto de Beirute em semanas, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo mulheres e crianças, segundo as autoridades libanesas. A escalada surge antes das conversações planeadas, mediadas pelos EUA, entre oficiais militares libaneses e israelitas, destinadas a prevenir novos conflitos, apesar do cessar-fogo com o Hezbollah.

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