Copa do Mundo FIFA 2026: Por que o retorno de Neymar precisa do Brasil agora mais do que nunca

O Brasil realmente precisa de Neymar?

Grande parte da preparação do Brasil para a Copa do Mundo e seu início foram dedicados a Neymar – seu estado físico, suas habilidades em declínio e seu papel potencial nesta equipe.

A decisão do técnico Carlo Ancelotti de adicioná-lo à seleção de 26 membros para a Copa do Mundo já gerou reações polarizadas.

Os pessimistas foram comprovados logo depois que Neymar foi excluído dos dois primeiros jogos do Brasil na fase de grupos devido a uma lesão na panturrilha.

Mas Ancelotti confirmou após o segundo jogo que o jogador de 34 anos estaria disponível para a seleção contra a Escócia, no último jogo do Brasil na fase de grupos.

É quase certo que Neymar só sairia do banco contra os escoceses. Mas agora surge a questão de onde ele se encaixaria nesta unidade do Brasil.

Antes do torneio, Ancelotti confirmou seus planos para Neymar.

“Neymar tem que jogar na posição que deve jogar. É no centro do campo; ele não pode jogar como lateral. Ele não jogará como ponta; jogará no centro do campo, como atacante ou meio-campista ofensivo”, disse Ancelotti.

Outra questão é que Ancelotti ainda está descobrindo sua melhor combinação com o Brasil. Mas depois da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, parece provável que Matheus Cunha tenha se mantido na posição de centroavante, enquanto Lucas Paquetá está crescendo na posição de meio-campista central mais avançado.

A linha de frente do Brasil funcionou bem na ausência de Neymar.

A linha de frente do Brasil funcionou bem na ausência de Neymar. | Crédito da foto: AP

A linha de frente do Brasil funcionou bem na ausência de Neymar. | Crédito da foto: AP

Isso significaria que Neymar poderia substituir Cunha ou Paquetá mais tarde no jogo contra a Escócia, para marcar sua quarta Copa do Mundo.

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Na melhor das hipóteses, o que diferenciava Neymar dos demais era sua natureza direta – uma disposição incessante de atacar os defensores. Grande parte do futebol do Brasil nas últimas três Copas do Mundo girou em torno de sua habilidade no drible e de criar chances do nada.

Mas com seu ritmo explosivo evidentemente diminuído, resta saber até que ponto Neymar pode ser eficaz nesta Copa do Mundo.

O que é inquestionável é a vontade de Neymar. Ele sabe, mais do que ninguém, que esta Copa do Mundo é sua última chance de se tornar um dos grandes; sentar-se na mesa principal do futebol, ao lado de nomes como Messis, Maradonas e Peles.

Não são muitos os que duvidam do talento de Neymar. Mas são suas realizações que o impedem de alcançar a grandeza.

Nos últimos anos, a trajetória de Neymar desviou-se devido a uma combinação de escolhas de carreira calamitosas e uma constelação de lesões corrosivas.

Depois de algumas noites inebriantes em Barcelona, ​​​​ele vagou pelo PSG antes de aterrissar na Arábia Saudita para uma passagem luxuosa, mas lesionada, pelo Al Hilal. Por fim, ele foi para o exterior em seu clube de infância, o Santos, com a carreira e o corpo quase totalmente destruídos.

Já faz algum tempo que se sabe que as pernas de Neymar não têm condições de refazer o longo e árduo percurso do futebol europeu de clubes. Sua mente certamente não tem coragem.

Tudo o que resta para Neymar é esta Copa do Mundo – um caminho rápido para a glória; um empurrão final e avassalador para cumprir o que ele acredita ter sido sempre o seu destino.

“Será minha última missão”, afirmou antes do torneio. “Vou atrás deste troféu da Copa do Mundo de todas as maneiras que puder.”

Resta a dúvida se a atual seleção brasileira precisa de Neymar. Mas o que está claro é que Neymar precisa do Brasil – agora mais do que nunca.

Publicado em 23 de junho de 2026

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