Com a seleção brasileira de futebol, vencer nunca é suficiente. Para a sua torcida obsessiva, um triunfo sem graça é tão bom quanto uma derrota, como Carlos Alberto Parreira descobriu em 1994.
Depois de planejar a vitória do Brasil na Copa do Mundo nos EUA como técnico principal, Parreira não foi recebido em casa com elogios, mas com farpas implacáveis questionando seu futebol pragmático e desconexo. Até a própria mãe de Parreira atirou nele, criticando as escolhas do time.
Mas a evolução do Brasil nos últimos anos tem sido tal que os seus adeptos iriam conquistar a glória, conquistada por qualquer meio, no próximo Campeonato do Mundo da FIFA.
Já se passaram 24 anos desde a última vez que o Brasil disputou uma final de Copa do Mundo. Os sul-americanos têm enfrentado dificuldades nas eliminatórias do torneio, perdendo para cinco seleções europeias diferentes nas últimas cinco edições.
Para piorar a situação, desta vez o Brasil tropeçou nas eliminatórias sul-americanas, terminando em quinto lugar. A passagem para a América do Norte só foi carimbada graças ao rejuvenescimento obtido com a chegada de Carlo Ancelotti como treinador principal a meio da campanha.
A preparação física e a forma de Neymar serão tema de interesse durante toda a Copa do Mundo. | Crédito da foto: REUTERS
A preparação física e a forma de Neymar serão tema de interesse durante toda a Copa do Mundo. | Crédito da foto: REUTERS
Embora tenha havido sinais de melhoria sob o comando de Ancelotti, esta unidade brasileira carece claramente do poder e do fascínio do passado.
À disposição do estrategista italiano está um elenco de pouca qualidade, com o papel de ponta-de-lança e as posições de lateral se destacando como as questões mais evidentes.
Embora Igor Thiago tenha desfrutado de uma temporada impressionante na Premier League, marcando 22 gols, sua falta de experiência internacional é uma desvantagem. As outras opções são Matheus Cunha e Endrick – dois jogadores mais indicados para funções de ataque.
A situação dos laterais é ainda mais sombria, com jogadores como Danilo, Wesley, Douglas Santos e Alex Sandro não oferecendo a qualidade que o Brasil ou Ancelotti estão acostumados.
Ancelotti, porém, pode se dar ao luxo de alinhar Marquinhos e Gabriel Magalhães, dois zagueiros de elite, junto com o sempre confiável Alisson no gol, garantindo uma estrutura defensiva robusta.
Na frente deles estariam o aço de Casemiro e a habilidade de Bruno Guimarães, enquanto Raphinha e Vinicius Jr. darão a explosão de energia das laterais.
A maior convocação de Ancelotti para a seleção do elenco foi a contratação de Neymar, cuja carreira foi devastada por lesões nos últimos anos. O jogador de 34 anos aparentemente provou sua forma física nos últimos meses com o Santos em uma tentativa desesperada de passar pela seleção.
Embora seu retorno possa parecer como Ancelotti colocando o desejo brasileiro por um totem, Neymar pode ser apenas a faísca que o time precisa, pelo menos fora do banco.
O que Neymar poderia oferecer ao Brasil é uma infusão de criatividade, principalmente contra times com blocos baixos bem coordenados. Esta perspectiva parece extremamente provável num complicado Grupo C, frente a Marrocos, Escócia e Haiti.
Jogadores a serem observados
Depois de uma frutífera temporada de despedida do Manchester United, Casemiro será a âncora do meio-campo brasileiro na Copa do Mundo.
A habilidade de Casemiro (L) de marcar gols em lances de bola parada pode ser útil para o Brasil. | Crédito da foto: AFP
A habilidade de Casemiro (L) de marcar gols em lances de bola parada pode ser útil para o Brasil. | Crédito da foto: AFP
Além de suas habilidades defensivas resolutas, Casemiro também trará para a mesa sua habilidade aérea de marcar gols, após o melhor resultado da temporada de nove gols pelo United em 2025-26.
TREINADOR
Carlo Ancelotti sabe como conquistar os grandes títulos. O seu brilhante currículo de gestão conta com 36 troféus, incluindo um recorde de cinco triunfos na UEFA Champions League.
Ancelotti ingressou no Brasil em 2025, assumindo o que é indiscutivelmente o cargo de técnico mais difícil do futebol mundial. O domínio do italiano em momentos de alto risco será vital para a sorte do Brasil na Copa do Mundo.
Depois de uma carreira condecorada como treinador no futebol de clubes, a função no Brasil é o primeiro trabalho internacional de Carlo Ancelotti. | Crédito da foto: AFP
Depois de uma carreira condecorada como treinador no futebol de clubes, a função no Brasil é o primeiro trabalho internacional de Carlo Ancelotti. | Crédito da foto: AFP
XI previsto (4-2-3-1)
Alisson; Wesley, Gabriel, Marquinhos, Sandro/Douglas; Guimarães, Casemiro; Vinicius Jr., Cunha, Raphinha; Thiago/Henrique
ESQUADRÃO
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Goleiros: Alisson, Ederson e Weverton
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Zagueiros: Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bremer, Leo Pereira, Danilo, Wesley, Douglas Santos, Alex Sandro, Ibanez
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Meio-campistas: Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo S., Lucas Paquetá, Fabinho
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Atacantes: Vinicius Jr., Raphinha, Gabriel Martinelli, Endrick, Igor Thiago, Matheus Cunha, Neymar, Luiz Henrique, Rayan.
Estatísticas da Copa do Mundo
Aparições: 22
Melhor resultado: Campeão (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
Classificação FIFA: 6
Deputado: 114
Em: 76
D: 19
L: 19
GF: 237
IG: 108
Maior artilheiro do elenco: Neymar (79 gols)
Publicado em 05 de junho de 2026

