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Crítica de ‘Man on Fire’: Yahya Abdul-Mateen II é uma estrela de ação digna na adaptação corajosa para TV da Netflix

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Como Denzel Washington lançou uma sombra tão forte como John Creasy no remake de 2004 do filme “Man on Fire”, de 1987, baseado no livro best-seller de AJ Quinnell, Yahya Abdul-Mateen II tem seu trabalho esculpido para ele com os amantes do cinema hardcore em sua nova série da Netflix. É uma jogada corajosa, com certeza, mas, se alguém conseguir, pode ser apenas Abdul-Mateen.

No início do ano, Abdul-Mateen, que foi notado pela primeira vez como Cadillac na minissérie de origens do hip-hop da Netflix “The Get Down” há uma década, e que ganhou um Emmy em 2020 como Doutor Manhattan em “Watchmen” de Damon Lindelof na HBO centrado no Massacre da Corrida de Tulsa, teve grande pontuação liderando a série Marvel Disney + “Homem Maravilha” elogiada por críticos e fãs. Se o peso de mudar um personagem da Marvel Comics não fosse assustador o suficiente, Abdul-Mateen teve que se defender ao lado da aclamada lenda Sir Ben Kingsley. Vários ajustes narrativos aliviam a pressão, permitindo espaço para Abdul-Mateen, que também assume seu primeiro crédito de produtor executivo, colocar sua própria marca em “Man on Fire”.

Assim como Creasy, de Washington, tocou no México, um país diferente da Itália de Scott Glenn, Abdul-Mateen também o fez. Seu playground “Man on Fire” fica no Brasil, com o Rio de Janeiro adicionando mais calor e muito mais cor. Creasy, de Abdul-Mateen, segue o taciturno plano autodestrutivo de Washington, mas tem sete episódios para ajustar sua representação.

Yahya Abdul-Mateen II e Billie Boullet em “Man on Fire”. (Juan Rosas/Netflix)

Ao contrário dos dois primeiros filmes, Creasy, de Abdul-Mateen, herda a função de cuidar de Poe Rayburn, de Billie Boullet. Mas Poe é um adolescente que teoricamente tem muito mais agência do que o filho de 9, 10 anos de Dakota Fanning, o que não causa um impacto semelhante. Também seu pai, Paul (Bobby Cannavale), que se relacionou com Creasy nas trincheiras, o traz ao Brasil para ajudá-lo depois que suas tentativas de suicídio falharam. Ele não tinha ideia do grande papel que Creasy acabaria desempenhando na vida de Poe. Quando conhecemos Poe pela primeira vez, ela está chateada por estar no Brasil e não nos Estados Unidos. Ela percebe tarde demais, porém, que é a família que faz de qualquer casa de campo.

Enquanto Poe e Creasy ficam atolados em um rastro de violência sem ter ideia de quem ou o que está atrás deles, Creasy é forçado a ignorar sua depressão e ansiedade social e reativar toda a sua inteligência e habilidades mercenárias para manter os dois seguros. Num país que não é o seu, ele precisa de aliados, mas não sabe em quem confiar. Felizmente, Paul o juntou à engenhosa motorista Valeria, interpretada pela amada estrela da “Rainha do Sul” Alice Braga em sua terra natal. Graças a Valéria, as favelas entram em cena e também um novo elenco de personagens, incluindo sua filha adolescente Marina (Pamela Germano), além de novos obstáculos.

Nas favelas, conhecemos o estudioso Livro (Jefferson Baptista), que se dá bem com Poe, mas não está preparado para a vida difícil que seu irmão leva e pode ser incapaz de protegê-la. O membro da gangue Vico (Iago Xavier) aponta isso dolorosamente para Livro e para todos os outros. À medida que a história avança, Vico prova que pode ser mais do que o seu exterior rude sugere. Enquanto isso, o contato da agência de Creasy, Henry Tappan (Scoot McNairy), com quem ele e o pai de Poe já trabalharam, é perigoso de maneiras que Creasy não espera.

homem-em-fogo-alice-braga-yahua-abdul-mateen-ii-netflixAlice Braga e Yahya Abdul-Mateen II em “Man on Fire”. (Netflix)

O showrunner Kyle Killen, cujos créditos anteriores incluem “Halo” e “Lone Star”, criou esta adaptação para TV cheia de ação com reviravoltas que mantêm grande parte da ação tensa. Embora o programa de sete episódios não tenha sido totalmente filmado no Brasil, a eletricidade do país, bem como o histórico mal-estar político, o sobrecarregam, principalmente no segundo semestre do programa. Ao dirigir os dois primeiros episódios, o diretor de “Creed II” e “Transformers: Rise of the Beasts”, Steven Caple Jr., que atua como produtor executivo junto com Killen e Abdul-Mateen, define a aparência e o ritmo da série, tornando o programa de TV tão ousado e ousado quanto qualquer filme. A Netflix colocou o dinheiro e isso fica evidente.

Mas nem tudo é perfeito com “Man on Fire” de Abdul-Mateen. Pequenas coisas como ele se esforçar para se disfarçar, mas deixar Poe, que é o verdadeiro alvo, muito exposto não cai bem. Sua postura de adolescente sem noção ou mal-humorada em tempos de perigo tão extremo também não é cativante. Infelizmente, Poe de Boullet não é tão impactante em suavizar Creasy ou o público quanto Pita de Fanning. A obrigação, e não qualquer necessidade inerente de proteger Poe, parece levá-la a Creasy. Valéria, por outro lado, parece relaxá-lo protegendo-o, principalmente na hora de aparecer e lutar contra os bandidos. Algumas das ações de Creasy, especialmente com um menino, ficam tão desconfortáveis ​​que alteram perigosamente a linha.

Como Creasy normalmente cede melhor do que recebe em seus confrontos com os bandidos, o público tem mais motivos para torcer. Sua ousada ação na prisão certamente agrada a todos. Creasy, de Abdul-Mateen, às vezes pode ficar duro e, portanto, não superará a barreira alta de Denzel Washington com aqueles familiarizados com o IP de 2004. Mas não há como negar que ele se esforçou para ganhar respeito por seus próprios méritos, especialmente entre os recém-chegados. E, no final das contas, é por isso que Abdul-Mateen vence aqui também.

“Man on Fire” agora está sendo transmitido pela Netflix.

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