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Globo Filmes divulga biografia de Glauber Rocha, avança na próxima obra de Fernanda Torres, indicada ao Oscar (EXCLUSIVO)

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Globo Filmes divulga biografia de Glauber Rocha, avança na próxima obra de Fernanda Torres, indicada ao Oscar (EXCLUSIVO)

A Globo Filmes, uma das maiores produtoras de cinema do Brasil, vai apoiar “Primavera do Dragão”, um longa-metragem de ficção com foco no indiscutivelmente o maior dos diretores de cinema do país, o ícone do Novo Cinema, Glauber Rocha.

A notícia chega no momento em que a Globo Filmes e a produtora Conspiração divulgam novos detalhes sobre “Os Corretores”, um dos filmes mais aguardados do Brasil, marcando o novo filme de Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar por sua atuação no filme vencedor do Oscar de Walter Salles, “Ainda Estou Aqui”.

Andrucha Waddington (“A Casa de Areia”), vencedora do Berlinale Series Market em fevereiro pela série “Emergency 53” do Globoplay, dirige e produz.

Produzido pela Bananeira Filmes (“Zama”, “Medusa”) de Vania Catani e coproduzido pela Globo Filmes, “Primavera do Dragão” (“A Primavera do Dragão”) adaptará o livro homônimo de não ficção de Nelson Motta.

Publicado em 2012, o livro captura as qualidades de um diretor que passou a simbolizar o espírito revolucionário e a emoção do Novo Cinema brasileiro dos anos 1960, conquistando o mundo do cinema com “Deus Negro, Diabo Branco”, que disputou a principal competição de Cannes em 1964, quando Rocha tinha apenas 25 anos.

Com filmagens nas cidades de Salvador, na costa atlântica do Brasil, além do Rio de Janeiro e Cannes, “Primavera do Dragão” tem roteiro e direção de Rodrigo de Oliveira (“Todos os Paulos do Mundo”). Imagem Filmes será lançada nos cinemas do Brasil.

O anúncio da Globo Filmes em Cannes é particularmente apropriado. Três dos filmes de Rocha estiveram na competição principal de Cannes, o terceiro, “Antonio das Mortes”, ganhou o prêmio de melhor diretor, fazendo de Rocha, dois meses depois de completar 30 anos, o primeiro cineasta latino-americano a receber tal honraria.

“O estilo do filme é o do neo-realismo italiano infectado pela corte de Eisenstein e pela audácia da Nouvelle Vague francesa”, disse o jornal britânico Guardian sobre “Deus Negro, Diabo Branco”. Admirado por François Truffaut e Jean-Paul Sartre, Rocha recebeu o maior elogio de Jean-Luc Godard, tendo se recusado a filmar um segmento de “Vento do Leste” dos anos 1970, em que aparecia no filme como um homem numa encruzilhada apontando a direção do cinema político.

“The Brokers” (“Os corretores”), estrelado e também escrito por Fernanda Torres, escritora de vários filmes e séries, como o admirado “The End”, de 2023, encerrou recentemente as filmagens no Rio de Janeiro.

Produzido pela Conspiração, em coprodução com a Globo Filmes e Sony Pictures Sony Pictures International Productions, Brasil – que também fará a distribuição no mercado via Sony Pictures no Brasil, “The Brokers” é dirigido por Andrucha Waddington, responsável por alguns dos sucessos mais significativos do cinema e da TV brasileira nas últimas décadas, como “A Casa de Areia”, vencedor do Festival de Sundance de 2006, e a série de grande sucesso da Globoplay “Sob Pressão”.

O longa-metragem foi rodado nas últimas semanas em diferentes áreas do Rio de Janeiro, como Copacabana, Tijuca, Santa Tereza, incorporando a diversidade urbana do Rio de Janeiro à narrativa.

Descrito como uma “tragicomédia imobiliária” quando a Variety anunciou o título como um projeto, “The Brokers” é centrado em um casal que trabalha no ramo. “É uma história centrada em personagens moldados pela ambição, pelo afeto e pelas contradições contemporâneas”, observou quinta-feira a Globo Filmes.

O elenco de estrelas brasileiras do filme inclui Bruno Mazzeo, Milhem Cortaz, Fulvio Stefanini, Irene Ravache, Camila Márdila, George Sauma, Jaffar Bambirra e Katiuscia Canoro. O filme agora tem uma nova imagem.

“‘Os Corretores’ é uma tragicomédia imobiliária sobre a improvisação cívica do Rio de Janeiro. O filme conta a história de dois irmãos corretores aproveitando a onda de euforia que antecedeu a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, vendendo metros quadrados em Copacabana a preços da Quinta Avenida”, disse Fernanda Torres à Variety.

“A derrota humilhante por 7 a 1 sofrida pela seleção brasileira de futebol contra a Alemanha prenunciou a falência que estava por vir. Com o país mergulhado em uma crise política e econômica sem precedentes, os irmãos acabam se envolvendo com a máfia da construção ilegal que opera na Zona Oeste do Rio.”

Ela acrescentou: “É um filme local e despretensioso – um roteiro que escrevi antes de ser completamente envolvida na campanha de lançamento de “Ainda estou aqui”. Quando voltei ao Rio, queria finalmente dar vida ao projeto, trabalhar com meus parceiros de longa data – Andrucha, Bruno Mazzeo e Conspiração – e fazer algo simples e local, apenas para manter a vida em movimento, sem a pressão de decidir qual seria meu próximo projeto depois do filme de Walter.”

Para Waddington, “escrito e estrelado por Fernanda Torres, parceira criativa de longa data, “Os Corretores” retrata a transformação brutal do Rio de Janeiro através de uma sátira tragicômica, focando no mecanismo que melhor simboliza essa ilusão: o mercado imobiliário”.

O diretor continuou: “O filme se equilibra justamente entre a euforia delirante que antecedeu a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e a ressaca da decadência política, econômica e social que se seguiu logo depois, arrastando seus protagonistas para situações que beiram o absurdo”.

Fernanda Torres na 97ª edição do Oscar, realizada no Dolby Theatre em 2 de março de 2025, em Hollywood, Califórnia. (Foto de JC Olivera/WWD via Getty Images)

WWD via Getty Images

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