A busca adicional do grupo inovador de hip-hop Salt-N-Pepa pelos direitos autorais de seus primeiros quatro álbuns continua recebendo vigorosa resistência do Universal Music Group, com a empresa apresentando uma nova petição enquanto o caso avança em um tribunal de apelações.
Em maio passado, Salt-N-Pepa entrou com uma ação contra a gravadora dominante por sua rejeição de um aviso de direitos autorais de 2022 do grupo, que buscava recuperar a propriedade de seus primeiros álbuns de enorme sucesso – “Hot, Cool & Vicious”, “A Salt With a Deadly Pepa”, “Blacks’ Magic” e “Very Necessary”.
Citando contratos assinados em 1986, a Universal considerou que os álbuns eram “obras de aluguel” e, portanto, inelegíveis para recuperação sob a Lei de Direitos Autorais de 1976, que fornece aos artistas um caminho para retomar a propriedade de seu trabalho após 35 anos. O argumento da UMG foi bem-sucedido, resultando no arquivamento do caso em janeiro.
Salt-N-Pepa apelou dessa decisão, com o processo agora tramitando no Tribunal de Apelações do Segundo Circuito dos EUA. Salt-N-Pepa declarou num pedido de recurso que o período de 35 anos começa quando uma obra está essencialmente concluída e que os artistas não precisam de “afirmar a sua propriedade”.
Agora, no novo documento da UMG, apresentado terça-feira pela UMG ao Tribunal de Apelações e revisado pela Variety, a empresa reiterou seu argumento de que a música de Salt-N-Pepa não pode ser recuperada porque nunca foi verdadeiramente propriedade do grupo vencedor do Grammy.
“O juiz Cote (do Segundo Circuito) rejeitou corretamente a reivindicação dos Requerentes”, escrevem os advogados da UMG, citando a rejeição do caso em janeiro, “quanto à validade do Aviso (de reclamação de direitos autorais)… porque ‘mesmo vistos sob a luz mais favorável aos Requerentes, os acordos de 1986 não indicam que os Requerentes alguma vez possuíram os direitos autorais das gravações sonoras ou que concederam uma transferência desses direitos a qualquer outra pessoa’”.
Esses acordos foram os contratos assinados em maio de 1986 que, argumenta a UMG, resultaram no controle dos mestres do Salt-N-Pepa pela gravadora Next Plateau, que acabou ficando sob a égide corporativa da UMG.
Os advogados da UMG escreveram no processo de terça-feira que o caso de Salt-N-Pepa ignora “até que ponto toda a disposição de rescisão (da Lei de Direitos Autorais) é em si um esquema cuidadosamente equilibrado que também coloca limitações importantes sobre quando e como o direito pode ser exercido”.
Durante sua introdução no Hall da Fama do Rock and Roll em novembro passado, Cheryl “Salt” James e Sandra “Pepa” Denton e Deidra Roper (também conhecida como DJ Spinderella, que se juntou ao grupo após sua fundação) disseram ao público: “Enquanto celebramos este momento, os fãs não conseguem nem transmitir nossa música. Ela foi retirada de todas as plataformas de streaming porque a indústria ainda não quer jogar limpo”.
A partir de agora, os quatro álbuns que Salt-N-Pepa espera possuir permanecem indisponíveis em plataformas de streaming. Um pedido de comentários ao representante do grupo não foi respondido imediatamente.



