CAIRO (AP) – Um ataque de artilharia a uma aldeia no norte do Iémen matou pelo menos 10 pessoas, incluindo seis crianças, e feriu mais de 30, disseram autoridades na segunda-feira, enquanto o governo culpou os rebeldes Houthi apoiados pelo Irão pelo bombardeamento.
Os Houthis tinham como alvo um grupo de pessoas reunidas para o iftar, a refeição noturna que quebra o jejum diário durante o mês sagrado do Ramadã, na província de Hajjah, segundo o Ministério da Informação. A província é maioritariamente controlada pelos Houthis, mas algumas áreas são controladas pelo governo internacionalmente reconhecido do Iémen, com sede em Aden.
As circunstâncias do ataque de domingo não eram claras e as autoridades Houthi não quiseram comentar.
Os combates entre os Houthis e as forças governamentais também abrangeram o Hajjah desde que o Iémen mergulhou na guerra civil em 2014, quando os Houthis tomaram a capital, Sanaa, e grande parte do norte do Iémen e forçaram o governo ao exílio. Uma coligação liderada pela Arábia Saudita, incluindo os Emirados Árabes Unidos, interveio no ano seguinte numa tentativa de devolver o governo ao poder.
O conflito levou a economia à beira do colapso e causou insegurança alimentar “grave” nas províncias do norte, incluindo Hajjah, de acordo com o Programa Alimentar Mundial.
O Ministério da Informação disse em comunicado que o número de mortos provavelmente aumentará e que vários feridos estão em estado crítico.



