Os autores de um estudo de 2024 publicado na revista Nature examinaram o impacto de uma mudança climática no futuro económico.
Estimou-se que o rendimento global cairia 19% até 2050 e que, em meados do século, haveria 99% de probabilidade de que a reparação dos danos climáticos fosse mais dispendiosa do que a construção de resiliência aos mesmos.
No entanto, de acordo com a Associated Press, os autores atualizaram estes números devido a pequenos erros de dados.
Os novos números mostram uma queda de 17% no rendimento global e uma probabilidade de 91% de que a reparação dos danos, em vez da construção da resiliência, seja mais dispendiosa.
O que significa uma mudança climática para a economia?
Muitos cientistas estudaram o impacto das mudanças climáticas na economia, embora grande parte do foco tenha sido em eventos climáticos extremos, como tornados, secas e inundações.
No entanto, os investigadores do estudo de 2024 determinaram que as temperaturas globais (que continuam a subir) terão o maior impacto na economia.
O aumento das temperaturas afecta a produtividade do trabalho e o rendimento das colheitas, o que afecta a economia e aumenta a intensidade das condições meteorológicas extremas.
Além disso, como as temperaturas actuais são tão sem precedentes em comparação com a média histórica – o planeta não experimentou um mês mais frio do que a média do século XX desde 1979, de acordo com os Centros Nacionais de Informação Ambiental – elas são imprevisíveis.
Porque é que o impacto económico do aumento das temperaturas é importante?
O aumento contínuo das temperaturas não só custará às economias biliões de dólares (o estudo original estimou um impacto de 38 biliões de dólares no rendimento global até 2049), como também afectará desproporcionalmente as regiões de rendimentos mais baixos.
Isto significa que as zonas menos favorecidas enfrentarão as piores consequências climáticas, ao mesmo tempo que não terão dinheiro suficiente para se adaptarem a estas mudanças.
Por exemplo, um estudo estimou que o Brasil enfrentaria uma queda de 33,1% no produto interno bruto até 2100 devido a temperaturas cada vez mais altas.
Entretanto, o estudo de 2024 previu que os países mais pobres do mundo sofrerão 61% mais perdas de rendimento do que os mais ricos.
De acordo com a AP News, um economista climático da Columbia Business School, Gernot Wagner, disse sobre o estudo de 2024: “A rápida acumulação de riscos climáticos só fará com que os números subam ainda mais”.
Como os países estão a lidar com a questão do impacto económico
Embora os custos de enfrentar uma mudança climática sejam elevados, esperar para resolver o problema custa imensamente mais, como evidenciado pelo estudo atualizado de 2024.
Como tal, alguns governos estão a tomar medidas para mitigar os danos climáticos. O Paquistão criou uma política que permite às empresas obter lucros investindo em projetos ecológicos, enquanto o Canadá oferece créditos fiscais ao investimento para incentivar as empresas a fazerem investimentos sustentáveis.
Noutros lugares, a Turquia promulgou uma lei que visa alcançar a poluição líquida zero até 2053.
À medida que os países continuam a tomar medidas para reduzir o impacto que o aumento das temperaturas tem no ambiente e na economia, as implicações futuras também poderão diminuir.
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