VILNIUS (Reuters) – Promotores lituanos disseram nesta terça-feira que estavam iniciando uma investigação sobre potencial tráfico de pessoas, após a divulgação pelos Estados Unidos de “documentos relacionados ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, que incluíam referências a lituanos proeminentes”.
“Uma investigação objetiva e completa das circunstâncias de legalidade duvidosa, bem como a cooperação jurídica internacional, só é possível se for lançada uma investigação pré-julgamento”, afirmou o gabinete do procurador-geral da Lituânia num comunicado, sem nomear quaisquer suspeitos ou crimes específicos.
Mais cedo na terça-feira, o presidente Gitanas Nauseda pediu uma investigação policial baseada em princípios sobre o caso.
A mídia lituana informou que os nomes de vários modelos e figuras artísticas lituanas são relatados nos arquivos, publicados na semana passada pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Vários artistas anunciaram um boicote a um festival de artes, Midsummer Vilnius, cujo promotor, Valdas Petreikis, é mencionado nos arquivos como tendo recebido pagamentos de Epstein.
Petreikis disse que não tinha conhecimento dos crimes de Epstein no momento em que se conheceram, nega qualquer irregularidade e está desistindo de promover eventos artísticos devido à reação pública.
A polícia e os procuradores lituanos estão atualmente a avaliar informações divulgadas publicamente, a analisar o quadro jurídico e a trocar informações com parceiros, afirmou o Ministério Público .
(Reportagem de Andrius Sytas, escrito por Louise Rasmussen, editado por Terje Solsvik)



