A Apple supostamente quer comprar RAM chinesa para seus produtos não de uma, mas de duas empresas diferentes. A mudança provavelmente exigiria permissão do governo dos Estados Unidos.
Na sexta-feira, o Financial Times informou que a Apple quer comprar RAM de empresas chinesas, incluindo a CXMT.
A Apple teria feito lobby junto à administração Trump para obter autorização antes de adicionar a CXMT como fornecedora de chips de memória. Isso porque o Pentágono basicamente tem a empresa com sede na China numa lista de banimentos.
Bloomberg corrobora hoje o relatório do FT, acrescentando que a Apple está fazendo lobby em Washington e “em negociações” com duas empresas chinesas diferentes. O relatório destaca tanto o CXMT quanto o YMTC, que estão na lista de banimentos do Pentágono.
A Apple Inc. está em negociações para comprar chips de dois fabricantes chineses de semicondutores que estão na lista negra do Pentágono para ajudar a reduzir o impacto da escassez global de memória que forçou a empresa a aumentar os preços de sua linha de produtos.
A fabricante do iPhone pretende comprar componentes de memória da ChangXin Memory Technologies Inc. e da Yangtze Memory Technologies Co. para uso em dispositivos vendidos na China, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A mudança ocorre depois que a Apple diz que foi forçada a aumentar os preços de Macs, iPads e outros produtos que usam chips de armazenamento e memória.
A Apple afirma que o custo de aquisição desses componentes aumentou e é forçada a repassar o aumento de preços aos clientes para preservar suas margens.
Embora Macs e iPads tenham sofrido aumentos dramáticos de preços em junho, a Apple ainda não aumentou os preços dos iPhones. No entanto, a empresa deverá apresentar novos modelos em setembro, que deverão custar mais do que os modelos atuais.
Você pode ler o relatório da Bloomberg de hoje na íntegra aqui.


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