Pesquisadores na Austrália identificaram um medicamento que pode ajudar a superar a resistência ao tratamento no neuroblastoma recidivante – o câncer infantil mortal.
A descoberta pode melhorar o tratamento do neuroblastoma – o tumor sólido mais comum em crianças fora do cérebro – que atualmente afeta nove em cada 10 pacientes jovens que apresentam recorrência, informou a agência de notícias Xinhua.
De acordo com o Instituto Garvan de Pesquisa Médica da Austrália, a combinação de medicamentos pode contornar as defesas celulares que esses tumores desenvolvem e que levam à recaída.
A equipe mostrou que o medicamento aprovado para linfoma – romidepsina – desencadeia a morte das células do neuroblastoma por vias alternativas, contornando rotas bloqueadas para melhorar os casos resistentes à quimioterapia em crianças.
Os pesquisadores descobriram que os medicamentos quimioterápicos padrão dependem da “interrupção” da via JNK para a morte celular. Em tumores recidivados, esta opção muitas vezes deixou de funcionar, o que significa que os tratamentos já não são eficazes.
As descobertas feitas em modelos animais mostraram que a romidepsina combinada com a quimioterapia padrão interrompe o crescimento do tumor através de vias alternativas de morte celular, contornando a via JNK bloqueada, comum em casos resistentes.
A combinação reduziu o crescimento do tumor, prolongou a sobrevivência e permitiu doses mais baixas de quimioterapia, reduzindo potencialmente os efeitos secundários em crianças pequenas, de acordo com as descobertas publicadas na Science Advances.
“Encontrar uma maneira de superar o estado de resistência dos neuroblastomas recidivantes de alto risco tem sido um objetivo importante do meu laboratório”, disse David Croucher, professor associado do Instituto Garvan.
“Esses tumores podem ser altamente resistentes à quimioterapia – e as estatísticas quando os pacientes chegam a esse ponto são devastadoras para as famílias”, acrescentou.
A romidepsina já está aprovada para uso em outros tipos de câncer e foi testada quanto à segurança em crianças, o que poderia potencialmente acelerar o desenvolvimento do medicamento como uma nova opção de tratamento para o neuroblastoma.
No entanto, qualquer aplicação clínica requer mais testes e ensaios clínicos para estabelecer a segurança e eficácia da combinação no neuroblastoma, disse Croucher.
Esta história foi obtida de um feed sindicalizado de terceiros, agências. A Mid-day não aceita nenhuma responsabilidade ou obrigação por sua confiabilidade, confiabilidade, confiabilidade e dados do texto. Mid-day management/mid-day.com reserva-se o direito exclusivo de alterar, excluir ou remover (sem aviso prévio) o conteúdo a seu exclusivo critério, por qualquer motivo.



