Os democratas da Câmara realizaram uma audiência na terça-feira para marcar cinco anos desde a insurreição do Capitólio em 6 de janeiro.
O ex-deputado Adam Kinzinger, um republicano conservador que foi deposto por seu partido por exigir que o presidente Donald Trump fosse responsabilizado por incitar o protesto violento, falou em a audiência– mas não antes de uma breve interrupção por parte de um autoproclamado réu em 6 de janeiro, já perdoado por Trump junto com mais de 1.500 outros.
O homem não identificado perguntado“Por que este comitê está fechado apenas para os democratas?”
O deputado Bennie Thompson, do Mississippi, teve uma resposta rápida.
“Fico feliz que você tenha perguntado”, disse Thompson. “Porque nenhum republicano participou.”
Pouco depois, perguntaram a Kinzinger – um piloto condecorado da Força Aérea que serviu no Iraque e no Afeganistão – como reuniu coragem para romper com o seu partido e votar a favor do segundo impeachment de Trump.
“O que me fez fazer isso foi simplesmente meu juramento”, explicou Kinzinger. “O que me choca é que havia mais pessoas que não o fizeram… Nada do que fiz foi heróico, mas estava rodeado por um bando de cobardes que estavam demasiado assustados para o fazer.”
Kinzinger foi um dos dois republicanos que participaram da investigação do comitê bipartidário de 6 de janeiro e, como resultado, foi rotulado de traidor por pessoas como a deputada Marjorie Taylor Greene, que desde então desentendeu-se com Trump e renunciou ao seu assento na Câmara na segunda-feira.
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