Bruxelas: Os líderes da UE decidiram por unanimidade conceder à Ucrânia um empréstimo sem juros de 90 mil milhões de euros (60 mil milhões de dólares), para cobrir as suas necessidades militares e orçamentais para os próximos dois anos, disse o chanceler alemão Friedrich Merz na sexta-feira.
A Ucrânia só terá de reembolsar o empréstimo se a Rússia pagar reparações pela sua guerra, disse Merz após uma longa reunião de líderes da UE em Bruxelas, enquanto a UE reserva-se o direito de usar activos russos imobilizados na UE para reembolso se a Rússia não pagar a compensação.
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, à esquerda, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na cimeira da UE em Bruxelas, na quinta-feira.Crédito: PA
“Temos um acordo”, postou o presidente da cúpula da UE, Antonio Costa, nas redes sociais nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, após horas de negociações.
Costa não especificou a fonte do financiamento, mas um projecto de texto das conclusões da cimeira, visto pela Reuters, dizia que viria de empréstimos nos mercados de capitais, garantidos pelo orçamento da UE.
O acordo não afetará as obrigações financeiras da Hungria, Eslováquia e República Checa, que não quiseram contribuir para o financiamento da Ucrânia, afirma o texto.
Ao mesmo tempo, os governos da UE e o Parlamento Europeu continuariam a trabalhar na criação de um empréstimo para a Ucrânia que se basearia nos activos congelados do banco central russo, afirmou.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fala durante uma conferência de imprensa na Cimeira da UE na quinta-feira.Crédito: PA
O empréstimo à Ucrânia baseado no empréstimo conjunto só seria reembolsado pela Ucrânia quando recebesse reparações de guerra de Moscovo.
Até então, os activos russos permaneceriam imobilizados e a UE reservava-se o direito de os utilizar para reembolsar o empréstimo, segundo o texto.



