O presidente Donald Trump insistiu na quarta-feira que não usará a força para adquirir a Groenlândia. Nem agora, nem nunca. Ele deixou isso claro durante um discurso no Fórum Económico Mundial (WEF) perante as elites em Davos, na Suíça, reunidas para a reunião anual.
Trump reconheceu que os EUA estão a crescer, mas a Europa “não está a caminhar na direcção certa”, relata a AP, antes de deixar claro que são necessárias negociações imediatas para decidir o futuro da Gronelândia.
Ele disse que acha que os EUA deveriam adquiri-lo e acrescentou aos líderes mundiais que a Groenlândia tem uma escolha.
“Você pode dizer sim e ficaremos muito agradecidos ou pode dizer não e nos lembraremos”, diz ele.
“Uma América forte e segura significa uma NATO forte”, acrescentou, afirmando as mesmas intenções do Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, que procura um resultado negociado para a questão da Gronelândia.
A possibilidade de usar o que ele descreveu como “força e força excessivas” foi abordada, mas depois descartada.
“Não farei isso”, disse Trump na sala.
No início do discurso, o presidente havia dito que estava “buscando negociações imediatas” para adquirir o território semiautônomo.
Ele acrescentou: “Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva, seríamos imparáveis, mas não faremos isso”.
Trump esclareceu ainda: “Não preciso usar a força, não quero usar a força, não usarei a força”.
Tudo o que os EUA pedem, afirmou, é “um lugar chamado Gronelândia”.


