Neste ponto do thriller Fake Profile da Netflix, temos a sensação de que o criador Pablo Illanes e seus escritores estão jogando possíveis enredos em uma tigela, escolhendo-os aleatoriamente e usando esses enredos para criar a nova temporada. Esta terceira temporada tem o subtítulo “Killer Honeymoon”, mas mais do que nunca, tudo o que se passa por enredo parece mais um preenchimento entre cenas de sexo quentes do que qualquer outra coisa.
TEMPORADA 3 DE PERFIL FALSO: TRANSMITIR OU PULAR?
Tiro de abertura: Vemos Camila Román (Carolina Miranda) dançando em sua boate. Então um tiro soa e Camila cai.
A essência: Um mês antes, Camila e o namorado, Miguel Estévez (Rodolfo Salas), estão de férias em um resort, felizes por finalmente poderem estar um com o outro. Enquanto se beijam na varanda, eles avistam um jovem casal em uma varanda próxima e todos se notam.
No jantar, o mesmo casal, Juanita (Asia Ortega) e Rodrigo, ficam noivos e pedem ajuda a Camila e Miguel para comemorar. Eles logo se dão tão bem que mais tarde naquela noite, na piscina infinita de um hotel, há pensamentos sobre sexo a três e trocas. Isto é, até Miguel ver uma cicatriz na parte inferior das costas de Rodrigo. Ele relaciona isso com o fato de Rodrigo o chamar de “Micky”, e Rodrigo percebe que os dois já se conhecem.
Enquanto isso, Ángela Ferrer (Manuela González) está fugitiva de acusações de homicídio e tenta acalmar a namorada Vannessa (Lidia San Jose), que está com ela. Ela jura que os dois verão os filhos novamente, mas quer que Vanne saiba que nada os separará.
O humor de Miguel em relação a Camilia muda após o encontro inicial com Juanita e Rodrigo, mas ele não consegue contar a ela o verdadeiro motivo de sua chateação; em vez disso, ele se preocupa porque ela decidiu abrir o relacionamento deles sem discutir o assunto primeiro.
Indira (Alejandra Borrero), detetive de polícia, é afastada do caso contra Ángela pelo chefe, mas quando alguém envolvido nos assassinatos de que ela é acusada acorda do coma, ele insiste em conversar com Indira. É quando ele admite algo que muda completamente a natureza do caso. Enquanto isso, de volta à Riviera Esmerelda, uma nova au pair chamada Becky (Laura Osma) usa suas habilidades para fazer o filho adolescente de Miguel revelar onde sua mãe, Ángela, está escondida.

De quais programas você lembrará? Criado por Pablo Illanes, o Fake Profile é uma combinação de Atração Fatal e Instinto Básico.
Nossa opinião: A terceira temporada de Fake Profile tem muitos personagens, muitos enredos, uma tonelada de assassinatos não resolvidos e, definitivamente, alguns mistérios previsíveis, como como Miguel e Rodrigo se conhecem. Não temos mais certeza de como as tramas se cruzam. Talvez não. Nem mencionamos um terceiro grande enredo porque nem temos certeza se lembramos quem eram esses personagens da segunda temporada. Uma quarta trama envolve uma cantora chamada Noa (Penelope Guerrero), que impressiona ao fazer um teste no clube de Camila. Ainda não se sabe como Noa conhece Camila e como ela influenciará a loucura.
Mas, é claro, há muito vapor, e somente em um programa como o Fake Profile alguém poderia encobrir ter visto alguém de seu passado que ele queria manter no passado, dizendo que não gostou do trio ou quarteto ou o que quer que estivesse se desenvolvendo na piscina.

Desempenho que vale a pena assistir: Ainda apreciamos de alguma forma como Carolina Miranda, que interpreta Camila, consegue interpretar toda essa loucura sem nenhum pingo de exagero.
Sexo e pele: Sim e sim. Muitos dos dois.
Foto de despedida: Indira recebe uma ligação e encontra Ángela em uma gaiola pendurada no chão de um armazém.
Estrela Adormecida: A atuação de Penelope Guerrero como Noa foi divertida de assistir, e esperamos que aquela voz esfumaçada que ouvimos seja dela e não a voz de alguém que a dublou.
Ponte da Linha Piloto: O show inteiro é bobo pra caramba, então identificar um momento parece um exercício fútil.
Nosso chamado: IGNORAR. Perfil falso finalmente entrou em colapso sob o peso de sua própria tolice, porque a terceira temporada tem tantos enredos incoerentes que era difícil até mesmo se concentrar em quem estava fazendo o quê com quem.
Joel Keller (@joelkeller) escreve sobre comida, entretenimento, paternidade e tecnologia, mas não se engana: é viciado em TV. Seus escritos foram publicados no New York Times, Slate, Salon, RollingStone.com, VanityFair.com, Fast Company e em outros lugares.


