Haverá muitas propostas para substituir o nome de Cesar Chavez nas ruas e edifícios nos próximos meses.
Uma das sugestões mais merecedoras até agora é a lenda de Hollywood e das artes marciais, Chuck Norris.
O ativista político Stephen M. Pinto fez a proposta – e ela já está ganhando força online.
Norris cresceu na Califórnia, mudando-se com a família de Oklahoma para Los Angeles quando tinha 12 anos.
Chuck Norris fala com a mídia durante uma coletiva de imprensa antes da NASCAR Sprint Cup Series AAA Texas 500 no Texas Motor Speedway em 6 de novembro de 2016 em Fort Worth, Texas. GettyImages
Ele se alistou na Força Aérea dos EUA e serviu na Coreia do Sul, onde aprimorou suas habilidades nas artes marciais. Ele lançou sua carreira de lutador competitivo ao retornar aos Estados Unidos e se tornou um campeão internacional.
Norris começou a trabalhar em Hollywood e logo se viu contracenando com o igualmente lendário Bruce Lee.
Bruce Lee morreu tragicamente jovem, Norris continuou atuando e praticando seu ofício até os anos de crepúsculo.
Ele estrelou um filme de ação; foi apresentado em um desenho animado e também inspirou sua própria linha de bonecos de ação com tema de caratê.
No final de sua carreira, seu programa de televisão, “Walker, Texas Ranger”, foi uma sensação internacional.
Sua força e tenacidade eram tão lendárias que ele inspirou todo um subgênero de humor, conhecido como “piadas de Chuck Norris”.
Alguns exemplos: “Quando Chuck Norris levanta pesos, os pesos ficam em forma”.
“Chuck Norris consegue desembaralhar um ovo.”
“Chuck Norris venceu o sol em uma competição de olhar fixo.”
“Chuck Norris não usa relógio; ele diz que horas são.”
Norris respeitava as culturas do Extremo Oriente e dominava-as com o seu próprio talento.
Ele passou a representar a verdadeira coragem americana e sempre foi um patriota.
Chuck Norris e Clarence Gilyard Jr. em “Walker, Texas Ranger”. Cortesia da coleção Everett
Durante a Guerra do Iraque, Norris visitou as tropas dos EUA no coração do Iraque, em Camp Fallujah.
Ele deu palavras de encorajamento aos fuzileiros navais na linha de frente de uma guerra que muitos questionavam em casa.
Talvez seja dada demasiada ênfase à nomeação – ou renomeação – de pontos de referência com nomes de heróis, especialmente figuras políticas.
E o caso de Cesar Chavez é um lembrete de que os heróis às vezes podem esconder falhas profundas.
Mais do que monumentos, o que importa são os valores.
Mas os valores defendidos por Chuck Norris são atemporais. Força, honra, respeito e amor ao país.
E como uma estrela de Hollywood que não tinha vergonha do seu patriotismo, Norris seguiu um arquétipo familiar mas raro – o de John Wayne e Ronald Reagan.
Eles estrelaram faroestes. Chuck Norris trouxe as artes marciais para o primeiro plano e fez delas um passatempo verdadeiramente americano.


