QUERIDA ABBY: Meu filho fez alguns empréstimos para educação, que eu fiei quando ele estava começando a faculdade, há 10 anos. Há alguns anos, descobri (por outra pessoa) que ele nunca terminou a faculdade. Quando o confrontei, ele mencionou que “pretende” terminar a faculdade e está trabalhando para isso. Ele não mencionou quantos créditos completou, o que o fez desistir ou por que não me consultou antes de desistir. Pouco depois dessa conversa, ele parou de falar ou de me visitar por um motivo diferente. Não nos vemos há dois anos.
Recentemente, recebi um aviso de um cobrador de dívidas sobre o empréstimo. Tentei entrar em contato com meu filho para saber o que ele planeja fazer em relação aos pagamentos, mas sem sucesso. Ele sempre teve hábitos financeiros terríveis. Até parar de falar comigo, ele contava comigo para resgatá-lo sempre que tivesse problemas financeiros. Tive que pagar outro de seus empréstimos para educação quando ele começou a entrar em inadimplência, alguns anos atrás.
Por tudo isso, ele me deve uma quantia significativa de dinheiro. Estou numa idade em que é importante construir um fundo de reforma. Se eu tiver que pagar esse empréstimo, isso prejudicará muito minhas economias. Algumas pessoas recomendaram que eu tomasse medidas legais contra ele. Estou, no entanto, relutante em fazê-lo por medo de romper para sempre meu relacionamento com ele. Existe uma maneira menos agressiva de fazer com que ele assuma a responsabilidade por este empréstimo? – MÃE NO GANCHO
QUERIDA MÃE: Encare isso, mãe. O filho que você resgatou repetidamente é um caloteiro. Ele está evitando você porque não tem intenção de devolver o dinheiro que você tão carinhosamente fiador há 10 anos. Contate um advogado e veja quais podem ser suas opções. Fazer isso não é agressivo ou punitivo. Isso pode lhe dar um roteiro para sair desse buraco.
QUERIDA ABBY: Recentemente vi um comercial de TV em que uma família de quatro pessoas estava sentada à mesa de um restaurante. As duas crianças estavam observando seus pais enviarem mensagens de texto em seus telefones, em vez de socializarem e terem uma conversa agradável. Isso me deixou furioso. Por que? Aprendi que é desrespeitoso não dar às pessoas atenção exclusiva e total e que há hora e lugar para tudo. Acho que é uma das razões pelas quais tantas pessoas hoje não têm competências sociais adequadas. Você concorda? — PRESENTE NA ILHA DE RHODE
CARO PRESENTE: Eu concordo com você 100%. O que você viu naquele comercial foi um exemplo clássico de paternidade preguiçosa. Você não pode ensinar habilidades de comunicação aos jovens sem modelá-las. Este tem sido um tema de preocupação para educadores e especialistas comportamentais há pelo menos 30 anos. O resultado foram duas gerações de adultos que têm dificuldade em fazer contato visual ao tentar se relacionar com outras pessoas.
Dear Abby foi escrita por Abigail Van Buren, também conhecida como Jeanne Phillips, e foi fundada por sua mãe, Pauline Phillips. Entre em contato com Dear Abby em http://www.DearAbby.com ou PO Box 69440, Los Angeles, CA 90069.



