QUERIDA ABBY: O sobrinho da minha esposa está se divorciando. O processo parece ser amigável; não houve trapaça ou abuso. Eles têm dois filhos.
Embora a futura ex, “Michelle”, sempre tenha sido acolhedora e simpática, a família da minha esposa sempre andou em círculos. Eles não falam mais com ela e deixaram claro que eu também não posso. Eu não acho que isso esteja certo.
Michelle não fez nada de errado e foi cordial conosco.
Minha esposa diz para ficar fora disso e nunca entrar em contato com ela. Eu acho que isso é imaturo.
Eu percebo que meus pensamentos não importam. No entanto, estou pensando em entrar em contato com Michelle para dizer que me sinto mal por estar nessa posição e pedir desculpas. Acho que se fizesse isso, me sentiria melhor comigo mesmo e ela saberia que nem todo mundo a odeia.
Se algo acontecesse ao sobrinho da minha esposa, eu teria alguma base para me conectar com os filhos. O que você acha?
– NAVEGANDO MUDANÇAS EM ILLINOIS
CARO NAVEGANTE: Acho que você é mais maduro que a família de sua esposa. Você é um adulto e deve fazer o que achar certo.
QUERIDA ABBY: Como abordar, por telefone, e-mail ou pessoalmente, um casal – amigos íntimos de muitos anos – um dos quais está entrando em demência?
Reconhecemos e lamentamos, fingimos que nada está errado, paramos de nos comunicar e de vê-los? Ou… o quê, exatamente?
A profunda tragédia é que o marido tem sido um gigante intelectual e executivo de imensa qualidade, com dons e habilidades abundantes. Assistir ao desenrolar dessa tragédia em câmera lenta é angustiante. Não saber o que dizer ou fazer aumenta a dor.
– ENTREGA NOTÍCIAS DOLOROSAS
CARO ENTREGUE: O isolamento social é um assassino. Pessoas nos estágios iniciais e intermediários da demência são capazes de ser sociais.
O que você deve continuar a fazer é ser o amigo desse casal que sempre foi e seguir a orientação da esposa. Ela apreciará sua gentileza e apoio durante este momento difícil.
QUERIDA ABBY: Meu pai deixou nossa família quando eu estava na sexta série. Por ter traído nossa mãe inúmeras vezes, ele foi afastado do ministério e foi estudar.
Tentei resolver meus sentimentos com ele, mas ele nunca admitia suas falhas. Quando finalmente pedi que ele me contasse a verdade, ele recusou.
Estou agora na casa dos 60 anos e ainda estou com raiva dele. Tenho uma esposa maravilhosa e dois filhos lindos que ele nunca conheceu. Antes de ele morrer, gostaria de lhe dizer o que sinto por ele e pedir-lhe mais uma vez que diga a verdade.
Vale a pena o esforço? Ele tem 92 anos, então não tenho muito tempo.
– IRRITADO AINDA NA PENSILVÂNIA
CARO IRRITADO: Seus esforços serão melhor gastos se você se encontrar com seu pai e lhe disser que o perdoa por suas transgressões. Faça isso não por ele, mas por você mesmo, para libertá-lo do fardo de raiva que carregou durante todos esses anos – e continuará carregando após sua morte.
Dear Abby foi escrita por Abigail Van Buren, também conhecida como Jeanne Phillips, e foi fundada por sua mãe, Pauline Phillips. Entre em contato com Dear Abby em www.DearAbby.com ou PO Box 69440, Los Angeles, CA 90069.



