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Lula pede que EUA enviem ex-chefe de inteligência ao Brasil após prisão do ICE

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Lula pede que EUA enviem ex-chefe de inteligência ao Brasil após prisão do ICE

O presidente do Brasil diz que espera que Alexandre Ramagem seja devolvido ao Brasil para cumprir pena de prisão após ter sido detido nos EUA.

Publicado em 14 de abril de 2026

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu aos Estados Unidos que enviassem o ex-chefe da inteligência Alexandre Ramagem de volta ao Brasil para que ele pudesse cumprir pena de prisão por seu envolvimento em uma conspiração golpista.

Lula expressou otimismo com o retorno de Ramagem ao Brasil durante entrevista na terça-feira, um dia depois de ter sido detido pelo Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no estado da Flórida.

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“Acredito que Ramagem voltará ao Brasil; ele tem que voltar para cumprir a pena”, disse Lula em entrevista a um meio de comunicação local.

O ex-chefe da inteligência fugiu do Brasil em setembro depois de ser condenado a 16 anos de prisão por seu envolvimento em uma conspiração golpista em apoio ao ex-presidente de direita Jair Bolsonaro após sua derrota para Lula nas eleições de 2022.

O Brasil já havia solicitado a extradição de Ramagem, e o meio de comunicação brasileiro Folha de S Paulo informou que Lula atribuiu sua prisão à sua condenação no Brasil.

Aliados políticos de Bolsonaro minimizaram a detenção de Ramagem pelo ICE na segunda-feira, descrevendo-a como o resultado de uma parada de trânsito de rotina e expressando otimismo de que ele seria libertado.

Ramagem também enfrentou o desafio de espionar os rivais políticos de Bolsonaro na qualidade de ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), a principal agência de inteligência do Brasil.

A conspiração golpista supostamente incluía planos para matar Lula, e o próprio Bolsonaro está atualmente cumprindo uma pena de 27 anos no Brasil, após um julgamento que atraiu a ira do presidente dos EUA, Donald Trump, que descreveu seu aliado brasileiro como vítima de uma “caça às bruxas”.

Trump já havia sancionado membros do judiciário brasileiro envolvidos no caso e impôs pesadas tarifas ao país sul-americano, exigindo que o caso contra Bolsonaro fosse arquivado.

Desde então, as relações melhoraram, com Trump a aliviar algumas tarifas e a construir uma relação mais cordial com o esquerdista Lula.

Os EUA e o Brasil anunciaram recentemente um esforço conjunto para reprimir os carregamentos de drogas e armas.

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