Início Notícias Império Português: Portos e Lucros

Império Português: Portos e Lucros

20
0
Império Português: Portos e Lucros

O império comercial global de Portugal – desde portos fortificados a lucros alimentados pela fé – em África, no Brasil e na Ásia.

O Império Português foi construído através de portos, rotas comerciais e escravidão. O controlo dos portos fortificados permitiu a Portugal dominar o comércio marítimo em África, no Brasil e na Ásia, criando um império baseado no movimento e não no território.

A fé desempenhou um papel central na legitimação da sua expansão, à medida que os missionários acompanhavam os mercadores e as forças militares. Os portos impuseram sistemas de escravatura e trabalho forçado, vinculando a autoridade religiosa à extracção económica. A escravatura tornou-se central para a riqueza imperial, ligando a mão-de-obra africana às plantações e aos mercados do outro lado do Atlântico.

Ao integrar a escravatura nas redes comerciais globais, o Império Português desempenhou um papel central na formação dos sistemas económicos modernos, das hierarquias raciais e dos padrões de desigualdade que persistem até hoje.

O controlo, antes exercido através de portos e rotas marítimas, passa cada vez mais por infraestruturas digitais, incluindo cabos submarinos e centros de dados, à medida que Portugal emerge como um importante centro que liga a Europa, África e as Américas. As antigas colónias, como Moçambique, continuam a ser moldadas por estruturas económicas extractivas enraizadas no domínio colonial, enquanto Lisboa enfrenta uma pressão crescente do turismo de massa e do investimento imobiliário estrangeiro, provocando deslocações e aumentando os custos de habitação para os residentes locais.

Do comércio marítimo aos fluxos de dados, o modelo de poder português – construído no controlo da circulação e não do território – continua a influenciar os padrões de desigualdade no mundo moderno.

Publicado em 12 de janeiro de 2026

Clique aqui para compartilhar nas redes sociais

compartilhar2

Fuente