Os EUA apresentaram ao Irão um plano de 15 pontos destinado a conseguir um cessar-fogo, incluindo uma exigência de reabertura do estreito e de reversão do seu programa nuclear.
O Irão insiste que o seu programa nuclear é pacífico. E numa reportagem publicada na semana passada pela emissora de televisão estatal iraniana em língua inglesa, um responsável anónimo foi citado como tendo dito que o Irão tinha as suas próprias exigências para pôr fim aos combates, incluindo a manutenção da soberania sobre o estreito.
Na entrevista à Al Jazeera, Araghchi reconheceu ter recebido mensagens diretas do enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
Ele insistiu, no entanto, que não houve negociações diretas e disse que o Irã não acredita que as negociações com os EUA possam produzir quaisquer resultados, dizendo que “o nível de confiança é zero”.
Ele alertou contra qualquer tentativa dos EUA de lançar uma ofensiva terrestre, dizendo “estamos esperando por eles”.
Num acordo que supostamente visa dar uma oportunidade à diplomacia, as autoridades norte-americanas deram “garantias claras” de que Araghchi e o presidente parlamentar do Irão, Mohammad Bagher Qalibaf, não serão alvo, de acordo com três autoridades que falaram sob condição de anonimato porque não estão autorizadas a falar publicamente sobre o assunto.



