Os preços do petróleo subiram e os mercados bolsistas caíram durante a noite, depois de o aiatolá Mojtaba Khamenei, de linha dura, ter sido escolhido para suceder ao seu falecido pai como líder supremo do Irão. A sua nomeação e os novos ataques às infra-estruturas petrolíferas regionais sinalizaram que o Irão estava a escavar, em 10 dias, a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel.
A guerra bloqueou importantes fornecimentos de petróleo e gás aos mercados mundiais, levou estrangeiros a fugir dos centros de negócios e levou milhões de pessoas a procurar abrigo enquanto as bombas atingiam locais como bases militares, edifícios governamentais, instalações de petróleo e água, hotéis e pelo menos uma escola.
Khamenei, um clérigo reservado de 56 anos, é apenas o terceiro líder supremo na história da República Islâmica. Ele tem laços estreitos com a Guarda Revolucionária paramilitar, que tem disparado mísseis e drones contra Israel e estados do Golfo Árabe desde que seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que governava desde 1989, foi morto durante a salva inicial da guerra.
A nomeação sugere que Teerão não está perto de desistir do que considera uma luta pela sobrevivência da teocracia islâmica.



