Secretária de Estado de Cultura fala ao ED, com exclusividade | Jornal em Destaque

Secretária de Estado de Cultura fala ao ED, com exclusividade

Danielle Barros expõe os programas e projetos para o RJ





Secretária de Estado de Cultura fala ao ED, com exclusividade *

08/06/2020 11:21 | Miguel Pereira | Colunista |

Fabio Kleine

O ED, por intermédio do jornalista e Editor-chefe da nossa redação, Hélio de Carvalho, vem entrevistando pessoas que têm muito a contribuir com informações relevantes neste momento de isolamento. Entre os entrevistados figuram psicólogos, advogados, infectologistas, jornalistas, entre outros. 


Em relação à Cultura, Hélio entrevistou a Secretária de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros, professora e filha de professora, e neta de seresteiro, que nos relatou quase tudo - faltou tempo para concluir – sobre os projetos, programas e editais voltados para sua pasta.


Com uma simpatia extrema e um modo de falar completamente simples e objetivo, Danielle, que é funcionária pública de carreira na área da Educação nos municípios de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro é, também, apaixonada pela Cultura e conhece a fundo as manifestações regionais de cada um dos 92 municípios do estado.


A Secretária falou, inicialmente, sobre o Programa de Libertação de Livros, com títulos doados por leitores que primam pela solidariedade e democratização da leitura, à Biblioteca Estadual, que acontece, normalmente, nas praças públicas. Porém, neste período de isolamento social, teoricamente sem movimento de transeuntes nas ruas, estes livros estão sendo incluídos nas cestas básicas que são doadas às famílias em dificuldades. Muitas delas comentam o fato de nunca terem lido um livro ou não terem livros em casa. O objetivo do programa é incentivar o apreço pela leitura em camadas da população com menos acesso aos livros, neste período de quarentena. 

Foram distribuídas mil cestas básicas e o mesmo número de livros no morro da Providência, através de um convênio com a ONG Efeito Urbano. A instituição distribuiu, também, no Dia das Mães, kits de beleza e higiene feminina às mulheres daquela comunidade e um livro compondo o pacote. Para os leitores da cidade do Rio de Janeiro, que quiserem doar acima de cinco livros para o programa, há um canal de comunicação pelo WhatsApp para acionar um carro da Secretaria que recolhe o material em domicílio, todas as quintas-feiras.


Secretária de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros (Foto rede social) Secretária de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros (Foto rede social)

Falando sobre a importância dos Conselhos de Políticas Culturais, de seu fortalecimento e empoderamento, a Secretária citou o exemplo da atuação do Conselho Estadual na proposição de um complemento ao edital Cultura Presente nas Redes. Na proposta inicial os contemplados seriam os profissionais da Cultura que residem na Capital do estado. Por entender a importância da democratização dos recursos aplicados no edital, o conselho propôs que seria conveniente que se estendesse a todas as regiões do estado, contemplando os fazedores de cultura, também, do interior. A proposta foi aceita de imediato e inserida no edital. Com isto, alguns artistas e produtores culturais de nossa região, que enviaram seus projetos, receberão um recurso para produzirem eventos on-line e ao vivo. Tal situação mostra que não adianta termos um conselho engessado, posto de lado, sem que seja dada a devida importância à Cultura, como vem acontecendo em Miguel Pereira, diferentemente do município vizinho, Paty do Alferes, que conhece e reconhece a importância da atuação dos diversos conselheiros nas mais diversas áreas culturais. O edital Cultura Presente nas Redes disponibilizará um recurso do Fundo Estadual de Cultura no total de R$ 3.750.000,00, sendo R$ 2.500,00 para cada propositor que foi selecionado. Danielle ressalta seu agradecimento ao conselho estadual e, principalmente, ao apoio que o governador Wilson Witzel tem dispensado aos projetos propostos por sua gestão.


Falando sobre os equipamentos culturais do estado, Danielle conta que a secretaria está trabalhando no sentido de fazer visitas e preparar projetos de reformas nos que estão necessitando delas, para, pós pandemia, serem abertos com segurança e conforto para a população. E completa que não é importante, apenas, “cuidar de uma parede, apenas”. É preciso que coloquemos em prática um programa de ativação cultural que leve as pessoas para dentro destes equipamentos, para que elas se sintam acolhidas pela cultura. Diz, também, que muitas coisas ainda precisam ser feitas.


Aproveitando o gancho do assunto, Hélio questiona de que maneira a secretaria de estado poderia dar uma atenção à Aldeia de Arcozelo, situada em Paty do Alferes, que necessita de ações emergenciais para conter seu desabamento. Sabemos que o Ministério Público fixou multa diária enquanto não houver ações por parte da Funarte, responsável por aquele equipamento. A secretária afirmou que está empenhada em convencer o Governo Federal a descentralizar os recursos do Fundo Nacional, em matéria de repasses ao estado e este, também descentralizar os recursos estaduais, para os municípios atuarem nestas ações com mais precisão e efetividade. É importante que estas ações funcionem como braços da secretaria estadual, por intermédio de programas específicos, que garantam a potencialidade e a funcionalidade do fomento às ações e manifestações culturais locais. Danielle fez questão de pontuar sua admiração pela tradição cultural de Paty do Alferes e que é frequentadora do município, tanto a trabalho, quando esteve por algumas oportunidades na Festa do Tomate e, também, a passeio, quando chegou a comemorar seu aniversário na cidade.


Provocada a dizer qual seria a ação que não poderia deixar de executar antes de sair da secretaria, quando chegasse o momento, a secretária respondeu que gostaria que a população tivesse pleno acesso aos teatros, cinemas, galerias de arte, bem cuidados, confortáveis, com um bom acolhimento e atendimento, não importando se o frequentador “esteja de chinelo ou de salto alto”. Disse, ainda, que gostaria de ver pessoas dizendo que suas vidas mudaram após assistir a um espetáculo, a uma ópera, a um filme ou depois de ler um livro ou observar um quadro. “Eu tenho muita vontade de viver essa experiência da arte que abraça as pessoas, que mostra a vivência dos artistas, que se faz ser entendida por todos. O quanto as pessoas fazem parte daquilo, o quanto elas têm dentro de si de tudo que viu”, disse Danielle. Por isso, a secretaria vai lançar o Passaporte Cultural da Primeira Vez, que iniciará na comunidade da Rocinha, em primeira instância, levando jovens daquele local a conhecer os espaços culturais, mediados por acompanhantes qualificados.


A representante da pasta da Cultura estadual ressaltou que fará reuniões com as secretarias dos municípios, para que estes levem a experiência às suas cidades e as apliquem, assim como os recursos dos Fundos Nacional e Estadual.


Em sua despedida, Danielle Barros convidou as pessoas que acompanhavam a entrevista a seguirem a SECEC nas Redes Sociais, a comentarem, sugerirem e criticarem seu o trabalho, mostrando a preocupação em acertar em suas ações, dialogando com a população. Comentou, ainda, sobre a importância da Cultura em nossas vidas, especialmente nestes tempos de isolamento, que traz uma boa live, um bom filme, uma boa música para nosso isolamento. E que saibamos dar o devido valor à Cultura, pós-pandemia. Prometeu, também, quando tudo isto passar, vir pessoalmente nos falar mais sobre as ações na Cultura do estado.









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