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7 Em cada 10 brasileiros acreditam em Fake News sobre vacinas

Pesquisa foi feita com 2 mil pessoas nas cinco regiões do país





7 Em cada 10 brasileiros acreditam em Fake News sobre vacinas

18/12/2019 17:08 | Rio de Janeiro | SAÚDE |

Helio de Carvalho

Por Vinícius Lisboa

Repórter da Agência Brasil - RJ

 

10 Afirmações falsas recorrentes sobre vacinas foram apresentadas a mais de 2.000 entrevistados nas cinco regiões do Brasil, e o resultado preocupa a Sociedade Brasileira de Imunizações: mais de dois terços (67%) disse que, ao menos, uma das informações era verdadeira.

 

A pesquisa foi feita pela sociedade médica em parceria com a organização não governamental Avaaz. Os questionários foram aplicados pelo Ibope entre 19 e 22 de setembro deste ano.

 

Entre os entrevistados, apenas 22% conseguiu identificar que as 10 afirmações eram falsas. Mais 11% não soube ou não respondeu.


Para 24% dos entrevistados, "há boa possibilidade de as vacinas causarem efeitos colaterais graves", quando, na verdade, os efeitos adversos graves são raríssimos. 


A segunda afirmação falsa mais recorrente foi "há boa possibilidade de as vacinas causarem a doença que dizem prevenir", com 20% de concordância - uma em cada cinco entrevistas.


Apesar de as gestantes terem um calendário específico de vacinação formulado pelo Ministério da Saúde, 19% dos entrevistados concorda com a afirmação falsa de que "mulheres grávidas não podem se vacinar".


O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, chama a atenção que mesmo afirmações absurdas tiveram concordância de parcelas consideráveis dos entrevistados. Para 14%, é correto afirmar que "O governo usa vacinas como método de esterilização forçada da população pobre", e 12% disse que "contrair a doença é, na verdade, uma proteção mais eficaz do que se vacinar contra ela".

 

Entre os entrevistados, 13% assumiu que deixaram de se vacinar ou deixaram de vacinar uma criança sob seus cuidados. Os motivos para esta ausência incluem falta de planejamento (38%) e difícil acesso aos postos de vacinação (20%), mas também foram citados o medo de ter um efeito colateral grave (24%), o medo de contrair a doença através da vacina (18%) e alertas e notícias vistos na internet (9%). Cada entrevistado citou até três motivos.

"Fica constatado que as pessoas estão recebendo muita informação inadequada, e que essa informação inadequada tem circulado com cada vez maior frequência. Com certeza, é mais um dos motivos que tem impactado as nossas coberturas vacinais", afirma Cunha.    

 









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