ENSAIO FOTOGRÁFICO: Onde o tango nunca dorme: por dentro da vibrante comunidade de dança de Istambul

ISTAMBUL (AP) — Longe do berço do tango, nos bairros operários e nas áreas portuárias de Buenos Aires e Montevidéu, na Argentina e no Uruguai, os entusiastas da dança em Istambul construíram uma comunidade unida e apaixonada.

Todas as noites, eles se reúnem em milongas – sessões de dança de salão argentina – em ambos os lados desta vasta cidade que liga a Europa e a Ásia, unidas pela música, pelo movimento e pelo abraço do tango.

Moradores turcos, residentes estrangeiros, professores internacionais visitantes e viajantes mantêm a dança viva, enquanto uma infinidade de escolas e estúdios de dança promovem uma cena vibrante de tango.

Outrora iniciante e agora professor de tango, Gonca Çetin descreve a comunidade de tango da cidade como diversa e acolhedora.

“É possível que todos encontrem um ambiente de tango que lhes agrade. Há uma comunidade em constante crescimento e desenvolvimento”, diz ela.

Nas milongas de Istambul, onde a mudança de parceiros de dança faz parte da tradição, amigos e desconhecidos partilham avidamente a pista de dança.

“Acredito que o tango é uma conversa sem palavras”, acrescentou Çetin. “O que me atrai é o equilíbrio único entre conexão e liberdade. Através da música e do abraço, sou capaz de comunicar, criar e expressar minhas emoções de uma forma que parece profundamente pessoal e profundamente compartilhada.”

A cultura do tango da cidade também vai além da pista de dança.

Em sua pequena oficina em Istambul, o mestre sapateiro Ercan Umay confecciona sapatos de tango para dançarinos que deslizam pelas milongas da cidade, preservando outra tradição essencial da cultura do tango.

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Esta é uma história fotográfica documental com curadoria de editores de fotografia da AP.

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