Estudos mostram que chuvas extremas se tornaram mais frequentes no país, à medida que os estados de Pernambuco e Paraíba foram novamente atingidos.
Publicado em 2 de maio de 2026
Pelo menos seis pessoas morreram devido às fortes chuvas no Nordeste do Brasil, com milhares de deslocados, segundo as autoridades.
As mortes foram registradas nos estados de Pernambuco e Paraíba no sábado, após dois dias de chuva.
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Em Pernambuco, foram registradas enchentes e deslizamentos de terra em Recife, capital do estado. Pelo menos duas pessoas foram confirmadas mortas na cidade. Outros dois foram mortos na vizinha Olinda.
Cerca de 1.500 foram deslocados pelas tempestades.
Na Paraíba, a capital do estado, João Pessoa e a cidade de Campina Grande estiveram entre as mais atingidas. Pelo menos duas pessoas foram confirmadas mortas no estado, com 1.500 deslocados.
O Centro Nacional de Gestão de Riscos e Desastres disse que emitiu 22 alertas de emergência durante a chuva.
“Devido aos impactos em Pernambuco e na Paraíba e às previsões meteorológicas para a região, o nível operacional foi elevado para alerta máximo”, disse.
O ministério informou que a chuva diminuiu no sábado, mas continuou a vigilância.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no X que conversou com autoridades locais para oferecer apoio.
“O governo continua a monitorizar a situação para prestar toda a assistência necessária”, acrescentou.
Um estudo divulgado no ano passado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica descobriu que os desastres causados pelas chuvas, incluindo inundações e deslizamentos de terra, triplicaram no Brasil de 1991 a 2023.
Em fevereiro, pelo menos 64 pessoas morreram em enchentes e deslizamentos de terra no estado de Minas Gerais.
Em 2024, pelo menos 183 pessoas morreram em enchentes no estado do Rio Grande do Sul.
Em 2022, 233 pessoas morreram nas enchentes na cidade de Petrópolis, no sudeste do Brasil.
Três meses depois, pelo menos 130 pessoas morreram em fortes chuvas no Recife.


