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O novo podcast de David Begnaud já está recebendo Oprah Winfrey

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O novo podcast de David Begnaud já está recebendo Oprah Winfrey

David Begnaud passou anos como um dos rostos mais conhecidos da CBS News, mas agora está fazendo algo inteiramente seu. O jornalista e contador de histórias lançou Do Good Crew, uma nova empresa de mídia construída em torno de seu podcast, The Person Who Believed in Me, juntamente com um boletim informativo e eventos ao vivo. E se a lista de convidados servir de indicação, as pessoas estão prestando atenção.

“Foi um favor, e não tenho ilusões de que seja outra coisa”, disse Begnaud ao Parting Shot Podcast da Newsweek quando questionado sobre a contratação de Oprah Winfrey como sua convidada de estreia. A história por trás disso é pura Begnaud: anos fazendo o trabalho silenciosamente, um jantar na casa de Winfrey, uma conversa sobre Barry Diller e um momento em que Winfrey largou o garfo e simplesmente disse sim. “Foram anos de trabalho que este garotinho Cajun da Louisiana com um grande sonho dedicou para provar que era digno de convidar Oprah Winfrey para ser uma convidada em seu podcast.”

Begnaud cresceu gay no Sul, fechado, encontrando um santuário improvável no Oprah Winfrey Show. Ele atribui a esse programa, e à televisão de forma mais ampla, algo que ele não tinha em nenhum outro lugar: um motivo para ser visto. Ele passou por uma infância complicada pela síndrome de Tourette, mas isso não o impediu de ficar na frente das câmeras aos 18 anos. “Se eu escrevesse um livro de memórias, o melhor título seria Como a televisão me salvou de mim mesmo”, disse ele.

Essa história pessoal permeia tudo sobre A pessoa que acreditou em mim. A premissa do podcast, construída em torno dos mentores e dos pontos decisivos que moldam a vida das pessoas, dá a Begnaud espaço para ir a algum lugar que a maioria das entrevistas com celebridades não chega. Sua conversa com o empresário bilionário Barry Diller, por exemplo, foi muito além da perspicácia empresarial de seu convidado. Begnaud passou semanas se preparando, ouviu outras sete entrevistas de Diller, leu a capa da biografia e depois deixou tudo de lado. “Barry fala sobre como ele nunca deixou os dados guiarem o que ele fez”, disse Begnaud. “Ele sempre segue por instinto.” A sua conversa com a cineasta Ava DuVernay, uma antiga publicitária que sabe melhor do que ninguém como controlar uma entrevista, tornou-se algo muito mais pessoal, o que Begnaud credita a uma relação existente baseada no respeito mútuo.

Quando perguntei como ele equilibra o instinto do jornalista de permanecer neutro com a atração emocional dessas conversas, sua resposta foi imediata. “Eu também não penso nisso, porque faço o que é humano.” Ele remonta essa filosofia à cobertura do furacão em Porto Rico em 2017, quando as pessoas questionaram se suas reportagens se transformavam em defesa de direitos. A sua resposta então, como agora: ele nunca se desculpará por fazer o que é humano.

O que ele descobre, episódio por episódio, é algo mais próximo de uma filosofia do que de um formato. “Tenho anos em poucas perguntas comoventes”, disse ele. “Ouvir é uma das melhores maneiras de fazer uma pergunta.” Sua recente conversa com o músico Charlie Puth deixou isso totalmente evidente. Begnaud descreveu-a como uma das entrevistas mais cruas e abertas que já conduziu.

Quanto a quem será o próximo na lista, ele está pensando grande. O Papa Leão está na lista. Celine Dion também.

A intenção de Begnaud é clara. Ele não está tentando replicar o que construiu na CBS. Ele está tentando fazer algo que se pareça mais com a conversa que tivemos: honesto, pessoal e que valha o tempo de todos na sala.

A conversa completa já está disponível no Podcast Parting Shot.

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