A OpenAI planeja encerrar sua ferramenta de conversão de texto em vídeo Sora, uma medida impressionante que ocorre três meses depois que a Walt Disney Co. se comprometeu a investir US$ 1 bilhão na empresa de inteligência artificial e permitir o uso de dezenas de personagens queridos.
A empresa sediada em São Francisco não revelou por que estava encerrando a ferramenta ou o cronograma para sua eliminação. Em uma postagem na terça-feira na conta Sora no X, a empresa disse que sabia que a notícia era “decepcionante”.
“Para todos que criaram com Sora, compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado”, dizia o post.
O pivô da Open AI ocorre enquanto a empresa ainda estava envolvida em discussões com a Disney para formalizar seu acordo – mas nenhum acordo foi alcançado, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto que não estava autorizada a comentar.
Embora a Disney tenha se comprometido a fazer o enorme investimento, a empresa ainda não havia feito nenhum pagamento à OpenAI, disse essa pessoa. A OpenAI também não pagou nenhuma taxa para licenciar personagens da Disney.
Um porta-voz da Disney disse em comunicado que a empresa respeitou a decisão da OpenAI de mudar suas prioridades para longe da geração de vídeo.
“Apreciamos a colaboração construtiva entre nossas equipes e o que aprendemos com ela, e continuaremos a nos envolver com plataformas de IA para encontrar novas maneiras de encontrar os fãs onde eles estão, ao mesmo tempo que adotamos de forma responsável novas tecnologias que respeitam a propriedade intelectual e os direitos dos criadores”, disse o porta-voz.
O surgimento de Sora perturbou Hollywood, especialmente porque a IA e a compensação pela imagem e voz dos atores se tornaram uma questão central na greve de 2023.
A guilda de artistas SAG-AFTRA disse no momento do anúncio da Disney-OpenAI que “monitoraria de perto o acordo e sua implementação para garantir o cumprimento de nossos contratos e das leis aplicáveis que protegem imagem, voz e semelhança”.
A redatora da equipe do LA Times, Meg James, contribuiu com reportagens.



