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ONU alerta para fome recorde, mais 45 milhões em risco, se a guerra no Irão continuar

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AO VIVO: Mediadores do cessar-fogo em Gaza manterão conversações sobre a segunda fase

O conflito no Médio Oriente corre o risco de acrescentar uns impressionantes 45 milhões de pessoas aos níveis de fome aguda, alerta o Programa Alimentar Mundial da ONU.

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Publicado em 17 de março de 2026

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Mais dezenas de milhões de pessoas enfrentarão fome aguda se a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão, e as suas repercussões através da retaliação do Irão, continuar até Junho, alertaram as Nações Unidas.

“Se o conflito no Médio Oriente continuar até Junho, mais 45 milhões de pessoas poderão ser empurradas para uma situação de fome aguda devido ao aumento dos preços”, disse Carl Skau, vice-director executivo do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, na terça-feira.

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“Isto levaria os níveis globais de fome a um recorde histórico, e é uma perspectiva terrível, terrível”, disse Skau, com 319 milhões de pessoas, já um máximo histórico, actualmente em situação de insegurança alimentar aguda.

Os ataques EUA-Israelenses ao Irão, que começaram em 28 de Fevereiro, obstruíram rotas importantes de ajuda humanitária, atrasando carregamentos que salvam vidas para algumas das piores crises do mundo.

Skau disse que os custos de transporte aumentaram 18% desde o início da guerra e que alguns tiveram de ser redirecionados.

Os custos adicionais somam-se aos profundos cortes de gastos do PMA, à medida que os doadores se concentram mais na defesa, acrescentou.

Crises de fome em Gaza, Sudão

Em Gaza, os residentes correm para armazenar bens cada vez mais escassos, à medida que o encerramento das fronteiras e a guerra no Irão pressionam ainda mais os já frágeis abastecimentos, com a escassez a agravar-se em todo o enclave sitiado, à medida que Israel prossegue com a sua guerra genocida naquele país.

Israel deverá reabrir parcialmente a passagem de Rafah de Gaza com o Egito na quarta-feira, encerrando uma paralisação de duas semanas que aprofundou uma crise humanitária já catastrófica no território dizimado.

Israel fechou a passagem no mesmo dia em que e os EUA lançaram ataques contra o Irão, alegando razões de “segurança”.

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde para o Mediterrâneo Oriental alertou na semana passada que apenas cerca de 200 camiões por dia entravam em Gaza, muito aquém da necessidade diária estimada de 600.

Entretanto, mais de 21 milhões de pessoas no Sudão, quase metade da população, enfrentam fome aguda. A fome foi confirmada em áreas onde meses de combates tornaram o acesso dos trabalhadores humanitários praticamente impossível.

Em Janeiro, a ONU alertou que a ajuda ao Sudão poderia esgotar-se dentro de meses, a menos que centenas de milhões de dólares adicionais fossem prometidos.

Três anos de guerra brutal entre o governo militar e as Forças de Apoio Rápido paramilitares mataram dezenas de milhares de pessoas e deslocaram 14 milhões.

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