QUERIDA HARRIETTE: Minha filha de 16 anos está passando por uma fase rebelde. Ela tem muito ciúme dos amigos porque eles vêm de famílias ricas.
Meu marido e eu somos de classe média, mas isso não é bom o suficiente para minha filha. Muitas vezes ela chega da escola e grita comigo e com meu marido por não ganharmos dinheiro suficiente. Ela quer ter as mesmas coisas e experiências que seus amigos têm e, como não pode, sente-se menos que eles.
Digo a ela que o pai dela e eu trabalhamos muito para chegar onde estamos hoje. Viemos de famílias pobres e já superamos muita coisa. Temos uma linda casa, todas as necessidades e muito mais. No entanto, aos seus olhos, isso ainda não se compara às famílias de seus amigos.
Suas famílias passam férias extravagantes, dirigem carros luxuosos e usam roupas de grife. Ela pergunta constantemente por que não podemos dar a ela o mesmo estilo de vida. O que mais dói é que ela fala da nossa situação financeira com vergonha.
Sei que ela é jovem e ainda não entende totalmente o valor do dinheiro, mas suas palavras machucam. Não quero criar uma criança que acredita que seu valor está ligado ao dinheiro. Como posso ajudá-la a ter gratidão pela nossa situação financeira?
– Perspectiva
QUERIDA PERSPECTIVA: Sua filha precisa aprender que o mundo está cheio de pessoas que têm todos os tipos de experiências, vantagens e desvantagens. Em vez de se comparar constantemente com os outros, ela deve aprender a valorizar quem ela é e o que tem.
Ser exposta à riqueza por meio desses amigos é uma revelação para ela, mas, infelizmente, está criando raiva.
Faça o possível para ensinar a sua filha que ela terá que trabalhar duro para construir uma vida para si mesma, não com base no que os outros têm, mas no que ela pode criar. Incentive-a a parar de olhar para fora e a se concentrar em seu próprio potencial, assim como você fez. Provavelmente será difícil por algum tempo, no entanto.
QUERIDA HARRIETTE: Conheci um cara em um momento vulnerável da minha vida. Ele foi gentil comigo e eu me apaixonei por ele. Agora percebo o quão desesperado eu estava.
Esse cara era legal, mas não tinha nada a oferecer – nenhum emprego, nenhum dinheiro, nenhuma ambição, nenhuma habilidade culinária, tudo com uma atitude machista. Ele dificilmente arranja tempo para mim. Acho que se ele não tem dinheiro, o mínimo que pode fazer é aparecer como amigo.
Sou tão patético a ponto de perseguir alguém que tem tão pouco a oferecer? No momento, ele nem está oferecendo isso. Como faço para me recompor?
– Triste e Solitário
QUERIDO TRISTE E SÓ: Você respondeu sua própria pergunta sobre esse cara: ele não é o cara certo para você. Se ele ainda fosse gentil e atencioso, as coisas que ele não tem poderiam importar menos, mas parece que ele não está presente.
Afaste-se dele e volte-se para si mesmo. O que você quer? O que você merece? O que você precisa? Faça o que puder por si mesmo. Olhe ao seu redor para ver quem em sua vida pode ser seu amigo.
Procure bondade – não dele, mas da vida. Está lá. Observe isso. Cultive isso.
Harriette Cole é estilista de vida e fundadora da DREAMLEAPERS, uma iniciativa para ajudar as pessoas a acessar e ativar seus sonhos. Você pode enviar perguntas para askharriette@harriettecole.com ou a/c Andrews McMeel Syndication, 1130 Walnut St., Kansas City, MO 64106.



