O presidente colombiano, Gustavo Petro, diz que sobreviveu a uma tentativa de assassinato na noite de segunda-feira enquanto viajava de helicóptero.
Petro disse em uma reunião de gabinete transmitida ao vivo na terça-feira que seu helicóptero não poderia pousar no destino planejado na costa do Caribe por causa de temores credíveis de que as pessoas “disparassem” contra a aeronave. Como resultado, o helicóptero voou para mar aberto durante cerca de quatro horas antes de chegar a um local seguro, disse ele, descrevendo o desvio como uma fuga por pouco de um ataque planeado.
O presidente não nomeou quaisquer suspeitos ou grupos por trás da suposta tentativa, e as autoridades colombianas não identificaram publicamente indivíduos ligados ao incidente. Meses de alertas sobre conspirações ligadas a redes de tráfico de drogas e outros grupos armados precederam a tentativa relatada, disse Petro, embora não tenham sido divulgadas provas específicas que liguem qualquer grupo ao incidente de segunda-feira à noite.
Traficantes de drogas e grupos armados citados como ameaças
Petro associou repetidamente ameaças à sua vida a organizações criminosas, incluindo narcotraficantes e grupos armados dissidentes, no meio dos atuais desafios de segurança interna da Colômbia. Fontes de segurança governamentais relataram anteriormente que facções armadas ilegais, como dissidentes da guerrilha FARC, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e paramilitares do Clã do Golfo, foram implicadas em conspirações contra a vida do presidente. Estes grupos, que rejeitam os acordos de paz e permanecem activos nas regiões produtoras de coca, têm sido responsabilizados pela violência em todo o país.
Embora o evento específico de segunda-feira à noite tenha ocorrido no mar, supostas ameaças anteriores incluem relatos de armas antitanque perto do palácio presidencial e conspirações contra aeronaves de Petro com mísseis terra-ar, alegações que geraram controvérsia interna e ceticismo dos críticos devido às evidências públicas limitadas.
Contexto político e violência contínua
O incidente ocorre em meio a um cenário político tenso na Colômbia, onde surgem periodicamente ameaças violentas contra figuras públicas e violência política. Em Junho de 2025, o senador e pré-candidato presidencial Miguel Uribe Turbay foi morto a tiro durante um evento de campanha, um incidente não relacionado com as reivindicações de Petro, mas indicativo de preocupações mais amplas de segurança em torno do ciclo eleitoral de 2026.
As forças de segurança já agiram anteriormente em alegadas conspirações contra Petro, incluindo o assassinato de um suspeito acusado de planear assassiná-lo numa operação de 2025 no Valle del Cauca. Essa operação teve como alvo um membro do grupo de traficantes do Clã do Golfo e resultou na apreensão de armas e munições.
O governo da Colômbia não divulgou uma avaliação formal da ameaça relacionada com o incidente do helicóptero e as autoridades de segurança nacional forneceram detalhes limitados além das observações do presidente. As investigações sobre a tentativa relatada estão em andamento enquanto as autoridades procuram confirmar a natureza e a origem da ameaça.
Esta é uma notícia de última hora. Atualizações a seguir.

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