DAMASCO (Reuters) – A Síria disse neste domingo que deteve um grupo por trás dos recentes ataques com foguetes no aeroporto militar de Mezzeh, em Damasco, com investigadores rastreando as armas até o Hezbollah, apoiado pelo Irã.
O Ministério do Interior disse que “unidades de segurança prenderam todos os membros do grupo, que afirmou ter realizado vários ataques no aeroporto nos últimos meses, após vigilância de locais de lançamento suspeitos” em várias áreas da capital.
As armas usadas nos ataques originaram-se do Hezbollah do Líbano, um aliado do ex-presidente Bashar al-Assad que já teve uma grande presença militar em toda a Síria apoiando o exército de Assad, disse o ministério.
O Hezbollah negou as acusações e disse que não tinha atividades ou laços com qualquer grupo dentro da Síria.
As autoridades disseram que também apreenderam vários drones que o grupo estava se preparando para usar em futuras operações.
O ministério disse apenas que os detidos tinham ligações com “entidades estrangeiras” não identificadas, sem mencionar o Hezbollah ou o Irã.
A Reuters informou em novembro que Washington estava planejando estabelecer uma presença militar em uma base aérea em Damasco para ajudar a viabilizar um pacto de segurança – que Washington está intermediando entre a Síria e Israel. O governo negou o relatório.
Fontes de segurança dizem que o Hezbollah deixou para trás estoques de armas, incluindo drones, em partes da Síria após retirar suas forças após o colapso do governo de Assad.
(Escrito por Suleiman Al-Khalidi; Edição por Alexandra Hudson)



