É um segredo aberto que todos nós pensamos que nossos dispositivos estão nos ouvindo. De que outra forma você explicaria falar sobre algo aleatório e depois ver anúncios disso em toda a sua presença digital? Brincadeiras à parte, a última rodada de dores de cabeça jurídicas do Google decorre exatamente disso.
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A gigante da tecnologia com sede em Mountain View, Califórnia, em 23 de janeiro, chegou a um acordo preliminar de US$ 68 milhões para resolver uma ação coletiva que afirma que o Google Voice Assistant escuta os usuários.
A ação, que foi movida pela primeira vez em San Jose, Califórnia, afirma que o Google Assistant está sempre ouvindo, muitas vezes ignorando o gatilho “Hey Google” para começar a ouvir.
Isso resultou na gravação do assistente de voz “conversas privadas sobre questões financeiras, decisões pessoais e emprego”, conforme destacado pela CBS News.
‘Ei Goober’
Ele argumenta que os dispositivos do Google, incluindo smartphones habilitados para Assistente e dispositivos domésticos inteligentes, interpretam erroneamente palavras comuns como palavras quentes. Conhecido como ‘falsas aceitas’, isso significa que o assistente começa a ouvir e gravar depois de ouvir algo como “Ok, legal” ou “Ei, Goober”.
Embora o Google negue qualquer irregularidade, optou por encerrar o processo com o acordo para evitar maiores riscos.
O acordo ainda precisa passar pela juíza distrital dos EUA, Beth Labson Freeman. Se e quando aprovado, o Google colocará os US$ 68 milhões em um fundo para cobrir reclamações de consumidores, bem como todas as taxas legais associadas e “outros custos”.
Conforme destacado pela Reuters, o acordo cobrirá usuários que compraram dispositivos Google ou foram submetidos a ‘falsas aceitações’ desde 18 de maio de 2016.
O acordo segue os passos da Apple, que chegou a um acordo de US$ 95 milhões para um processo semelhante que envolvia a espionagem de usuários pela Siri.

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