Agitações mortais eclodiram em todo o Irão, à medida que os protestos contra o aumento da inflação e o colapso da moeda nacional se transformaram em confrontos violentos com as forças de segurança. Grupos de direitos humanos e meios de comunicação locais relatam múltiplas mortes em diversas províncias, marcando a mais grave onda de manifestações em três anos.
O que saber:
- Foram notificadas mortes em Lordegan, Kuhdasht e Isfahan, embora o número de vítimas varie entre os meios de comunicação estatais e os grupos de direitos humanos.
- A Guarda Revolucionária disse que um membro da unidade paramilitar Basij foi morto em Kuhdasht, e outros 13 ficaram feridos.
- O grupo de direitos humanos Hengaw identificou o homem como um manifestante, contradizendo as afirmações oficiais.
- As manifestações espalharam-se por Marvdasht, na província de Fars, enquanto foram relatadas prisões em Kermanshah, Khuzistão e Hamedan.
- A agitação surge num contexto de inflação de 40%, de um colapso monetário e dos efeitos persistentes das sanções ocidentais e dos ataques aéreos regionais.
- Teerão ofereceu diálogo com sindicatos e comerciantes, mas continua a mobilizar forças de segurança.
- Comerciantes e estudantes fecharam bazares e universidades, enquanto o governo declarou feriado nacional na quarta-feira.
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