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A evolução sobre rodas: automóveis movidos à eletricidade e hidrogênio | Jornal em Destaque

A evolução sobre rodas: automóveis movidos à eletricidade e hidrogênio

Elétrico de luxo com autonomia de 470km e a hidrogênio que percorre 750km com apenas 3 minutos de carga marcam o início do fim da era gasolina/diesel



A evolução sobre rodas: automóveis movidos à eletricidade e hidrogênio

02/04/2020 19:13 | Rio de Janeiro | Meio Ambiente |

Helio de Carvalho

Já imaginou o homem percorrendo grandes trajetos em veículos simples ou luxuosos, sem causar danos ao ar que respiramos? Já imaginou o mundo sem a dependência de combustíveis fósseis que colaboram com o efeito estufa? Se não imaginou está mais do que na hora de vislumbrar esse futuro que já bate à nossa porta. Sim, marcas como Hyundai, Volkswagen, Toyota, kia, Mercedes, BMW, Audi, dentre outras, há tempos vêm desenvolvendo carros movidos à eletricidade e a hidrogênio. Mas, não são apenas as montadoras que estão pensando no futuro do planeta, utilizando-se do que há de mais avançado em tecnologia para presentear a todos nós que respiramos com veículos não poluentes; há diversos países que criaram leis e uma agenda programando a substituição de suas frotas de veículos de combustão à gasolina, diesel e até GNV por elétricos ou a hidrogênio. Sim, a humanidade – através de seus governos e da adaptação das mais conhecidas e respeitadas marcas de veículos do mundo – está evoluindo!


Estações de bikes para aluguel incentivam o não uso de veículos que poluem o ar (Foto divulgação) Estações de bikes para aluguel incentivam o não uso de veículos que poluem o ar (Foto divulgação)

RESPIRANDO FUNDO


Primeiro veio o incentivo ao uso de bicicletas, que alguns Bancos abraçaram a campanha criando estações e aluguel de bikes. Diversas cidades daqui e de fora ganharam ciclovias em seus mais movimentados centros urbanos. Os holandeses são um ótimo exemplo de cuidado com o planeta e, lá, em 2025 não será mais possível a comercialização de automóveis novos movidos a gasolina ou diesel. A Alemanha tem cidades que já “brigam” pela diminuição de carros que usam derivado de petróleo e maior uso das bikes e luta contra a poluição ambiental criando restrições na circulação de carros a diesel.


Voltando a falar sobre os carros movidos à eletricidade e a hidrogênio, vale ressaltar que Atenas, a capital da Grécia, já impede a entrada no seu centro de carros a diesel, em forma de rodízio, e quer proibir a circulação dos veículos a diesel em 2025. Na Bélgica, a cidade de Bruxelas também implementou uma proibição à circulação de carros movidos a diesel, com fabricação anterior a 1998. Já na China, metade das ruas na cidade de Chengdu são abertas apenas à circulação de veículos elétricos. A França estabeleceu a proibição de venda de veículos com motores de combustão interna até 2040 e fim da produção de energia a partir do carvão em 2022. Em 2025, o centro de Paris ficará interdito aos movidos a diesel. Na Índia, todos os veículos novos vendidos serão elétricos, em 2030. O Reino Unido fixou em 2040 o fim da venda de carros novos a gasolina e diesel. Mas, os a diesel já estão proibidos de entrarem no centro de Londres. Roma, Milão e Turim (Itália) já implementaram interdições à circulação, em função das emissões de CO2. Estes veículos que poluem o ar também estão na mira de países como Espanha, México e a Noruega pretende vender apenas carros com emissões zero a partir de 2025.


A Hyundai (elétrico) lançou o off-road Kona, com bateria de 64 kWh e motor de 150 kW, o equivalente a 200 cv. A autonomia aumenta consideravelmente, até 470 quilômetros (Foto divulgação) A Hyundai (elétrico) lançou o off-road Kona, com bateria de 64 kWh e motor de 150 kW, o equivalente a 200 cv. A autonomia aumenta consideravelmente, até 470 quilômetros (Foto divulgação)

COMO FUNCIONAM OS ELÉTRICOS?


Os carros elétricos não emitem gases poluentes e assim são menos danosos ao ambiente. Eles funcionam por meio de uma corrente elétrica, e não pela queima de combustível fóssil. Este mecanismo depende de quatro componentes básicos: bateria; inversor; motor de indução e sistema de recuperação de energia.


A bateria, recarregável, armazena a energia elétrica que será utilizada para fazer o carro funcionar. O inversor, por sua vez, converte a corrente elétrica contínua em corrente alternada, que é levada até o motor de indução. A eletricidade, assim, aciona os mecanismos do motor que faz as rodas girarem.


Sem a queima de combustíveis, o carro não emite ruídos incômodos nem gera poluentes. Além disto, o uso da eletricidade permite que a energia seja mais bem aproveitada, uma vez que o mecanismo do motor sofre menos atrito em comparação com o motor a combustível.


A Honda lançou seu carro a hidrogênio: o Clarity Fuel Cell, capaz de viajar até 750 km, com um tempo de carregamento estimado de três minutos (Foto divulgação) A Honda lançou seu carro a hidrogênio: o Clarity Fuel Cell, capaz de viajar até 750 km, com um tempo de carregamento estimado de três minutos (Foto divulgação)

COMO FUNCIONAM OS, A HIDROGÊNIO?


Os carros movidos a hidrogênio podem ser o futuro do setor automotivo por serem mais eficientes que os elétricos convencionais. Eles são, na verdade, carros elétricos, também, ou seja, funcionam a partir da célula combustível, porém com tecnologia que usa hidrogênio e oxigênio para gerar eletricidade.


Uma das vantagens do carro movido a hidrogênio é a agilidade de recarga, que pode ser feita em 10 minutos, enquanto a de um veículo elétrico convencional pode demorar de três a 14 horas. O motor a hidrogênio também dura mais, podendo fazer 500 quilômetros com um tanque e é 25% mais eficiente que um motor a combustão.


Lado a lado, o carro elétrico convencional e o carro elétrico célula a combustível hidrogênio são livres de emissões de poluentes.


VLT circulando próximo a prédios históricos do Centro, como o Theatro Municipal do RJ (Foto: André Motta) VLT circulando próximo a prédios históricos do Centro, como o Theatro Municipal do RJ (Foto: André Motta)

E POR AQUI?


O Projeto de Lei nº 304/2017, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que na apresentação da proposta explicou que veículos movidos a combustíveis fósseis são responsáveis por um sexto da emissão de dióxido de carbono na atmosfera – o que causa, por sua vez, o efeito estufa – determina que a partir de 1º de janeiro de 2030 qualquer veículo que utilize combustíveis fósseis tenha sua comercialização proibida em território nacional. O senador propõe ainda que, a partir de 2040, seja proibida também a circulação de qualquer veículo movido a motor de combustão. Para isto, o Brasil terá de superar muitos obstáculos. Atualmente, o maior desafio é a faixa de preço dos carros elétricos. Para fins de comparação, um Renault Zoe, o elétrico utilitário mais barato do Brasil, custa em torno de R$ 150 mil, mesmo não sendo um veículo de luxo. Além disto, o país também precisa desenvolver um projeto nacional de abastecimento para estes carros.


Vale lembrar que o nosso país vem, há tempos, buscando soluções para a mobilidade urbana, implantando transportes que não agridam o ambiente, como a melhoria dos trens e ampliação do Metrô, além do VLT que circula pelas ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro.






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