A Cultura na região em tempos de isolamento social | Jornal em Destaque

A Cultura na região em tempos de isolamento social

Parece um vício, mas quem produz Cultura não para nem em quarentena





A Cultura na região em tempos de isolamento social *

20/04/2020 14:19 | Miguel Pereira | Colunista |

Fabio Kleine

Enquanto se discute a eficácia do isolamento social, se preocupa com a economia em detrimento à saúde pública, ou se automedica com receitas mirabolantes de um ex-capitão do Exército, os artistas não param, nem mesmo dentro de suas casas.


Acostumados com o dia-a-dia corrido, trabalho, filhos, problemas, parece que, hoje, uma única questão que nos aflige é a pandemia do novo coronavírus. Este é o assunto dos últimos 30 e poucos dias. E, com as Redes Sociais sendo abarrotadas de frequentadores, praticamente, o dia inteiro, por conta do confinamento, os debates, também, invadiram, ainda mais, os comentários das publicações. Nunca houve tanta polarização em torno da política como atualmente. Uns acham que o isolamento vai prejudicar a economia do país – e é claro que vai -, outros priorizam a vida, o que é, certamente, a maior preocupação. Ou, pelo menos, para o governo, deveria ser. A Saúde Pública está a um passo do colapso e em vias de não haver solução para o caos que se avizinha com a negligência de alguns, incentivados pelo próprio presidente da República.


A talentosa cantora Natalia Braga tem presença garantida nas lives. Vale conferir! A talentosa cantora Natalia Braga tem presença garantida nas lives. Vale conferir!

Porém, para amenizar as angústias, causadas pela permanência forçada em nossas casas, os artistas, viciados que são em seus ofícios, nos brindam com apresentações e bate papos ao vivo nas Redes Sociais. São as chamadas “Lives” (para ser menos radical), que para mim continua sendo ao vivo, em português. Nestas apresentações temos atores e atrizes dizendo poesias, ou dramatizando textos, ou, ainda, fazendo exercícios corporais e de voz, para quem não faz os treinos orientados por professores(as) de Educação Física e quem não tem falado muito, por estarem sozinhos no isolamento. São artesãos ensinando seu ofício para solucionar pequenos problemas domésticos, os músicos fazendo verdadeiros shows intimistas, que, entremeando as músicas às conversas com os espectadores, divertem, distraem e atendem pedidos. É o confinamento com música ao vivo.


O que estamos dizendo aqui? Os Esportes e as Artes sendo companheiros de quem está em casa, se prevenindo deste vírus que se alastra silenciosamente pelo mundo. São, exatamente, as atividades mais desprezadas e menos apoiadas pelo atual governo.


Paulo Santana inicia série de lives do Festival Prata da Casa Paulo Santana inicia série de lives do Festival Prata da Casa

Segundo produtores de eventos culturais, que também fazem seus bate papos discutindo a situação atual nas ditas “lives”, estas atividades foram as primeiras a serem interrompidas e deverão ser as últimas a voltarem a nos dar momentos de lazer ao vivo. Segundo Marcos Magalhães, produtor cultural e autor da Lei Prata da Casa, quando esteve atuando na Câmara Municipal como vereador, que obriga o poder público contratar, também, artistas locais em todos os eventos culturais oficiais da prefeitura, a retomada das atividades artístico-culturais, não será prioridade quando da retomada da normalidade de nossas vidas. É uma previsão preocupante para quem vive da sua arte, pois terá dificuldades na volta ao cotidiano.


No final do mês passado, Marcos Magalhães, Klaudia Kristina Machado, do bloco Que Isso Aí, Os Arteiros, juntamente com o ED produziram um vídeo clip chamado “Prata da Casa Em Quarentena”, com vários artistas da região, dizendo tocando e/ou cantando a música “Enquanto Houver Sol”, do Sérgio Brito dos Titãs, como um canto de esperança e otimismo pela vida futura após o Covid-19, que foi lançado, simultaneamente, em todas as Redes Sociais do jornal.


Osvaldo Chileno diversifica estilos musicais em suas lives Osvaldo Chileno diversifica estilos musicais em suas lives

Esperamos que a retomada das nossas vidas seja mais amena do que as previsões dos produtores culturais. Seria preciso, talvez, produzir um grande evento para chamar de volta os olhares aos nossos valores artísticos. 


Enquanto isto não acontece... fique em casa!


Até o fechamento desta edição as cidades de Miguel Pereira e Paty do Alferes continuam seguindo o protocolo das secretarias municipais e do ministério da saúde e da OMS – Organização Mundial de Saúde, mantendo o isolamento social.







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