Operação Ultraje chega a Miguel Pereira e investiga fraudes em licitações na educação | Jornal em Destaque

Operação Ultraje chega a Miguel Pereira e investiga fraudes em licitações na educação

Cidades de Itaguaí, Seropédica, Mangaratiba e da Baixada Fluminense são alvos do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Controladoria Geral da União.





Operação Ultraje chega a Miguel Pereira e investiga fraudes em licitações na educação

15/04/2019 18:49 ( Atualizado em 15/04/2019 18:56) | Miguel Pereira | DESTAQUE |

Helio de Carvalho

A cidade de Miguel Pereira amanheceu com a notícia da presença do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU/RJ), que, juntos, deflagraram hoje (15) a Operação Ultraje, para investigar a atuação de uma quadrilha especializada em fraudes em licitações, principalmente, na pasta da Educação, nos municípios da Baixada Fluminense e nas cidades de Itaguaí, Seropédica, Miguel Pereira e Mangaratiba. Foram expedidos nove mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e pelo menos 15 mandados de busca e apreensão, no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, a maior parte no município de Nilópolis. Não há informação de que um destes seja de Miguel Pereira.


De acordo com as apurações, os desvios podem chegar a mais de R$ 20 milhões. As investigações apontaram ainda mais de 80 licitações com suspeitas de fraude. As buscas e apreensões foram realizadas nos endereços de empresas na Baixada Fluminense e em uma outra na Penha, subúrbio carioca.


Dos dez mandados de prisão entre preventiva e temporária, até o início da tarde, já tinham sido presas sete pessoas e três estavam sendo procuradas.


Segundo a Assessoria de Comunicação do MPF, a investigação começou com a apuração de fraudes em pregão realizado em 2016 pela prefeitura de São João de Meriti para a compra de uniformes escolares de alunos da rede municipal de ensino. Para a procuradora da República Renata Ribeiro Baptista, responsável pelas investigações, os resultados revelaram que o esquema criminoso não se tratava de um simples cenário de fraudes a licitações, mas de uma quadrilha que atua pelo menos desde 2013.


Conforme a procuradora, a atuação dos envolvidos vai desde material de papelaria e uniformes até gêneros alimentícios. Por isto, Renata Ribeiro Baptista considerou que a associação criminosa tem grande abrangência e permeabilidade no nicho de licitações.


Para o MPF, as empresas que concorrem nas licitações, inclusive as vencedoras, são pessoas jurídicas criadas unicamente para fraudar licitações nos municípios da Baixada Fluminense, mas na realidade são administradas pelas mesmas pessoas físicas. A PF verificou em diligência realizada nos endereços das empresas, que os locais são incompatíveis com sedes empresariais, tratando-se de apenas residências.


A operação do MPF apontou ainda que tanto as empresas que cotavam preços como as que concorriam na licitação eram pessoas jurídicas criadas unicamente para manter o esquema criminoso.


No momento da ação da Operação Ultraje na Secretaria de Educação de Miguel Pereira, a secretária da pasta, Amine Elmor, estava fora do município em cumprimento a uma agenda marcada há dias e não pôde falar sobre o ocorrido.


Até a publicação desta matéria, a prefeitura de Miguel Pereira não havia emitido nenhuma nota de esclarecimento à sociedade.  










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