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A ALTA DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS É CULPA DO FIQUE EM CASA? CLARO QUE NÃO! | Jornal Em Destaque por Samuel Marques em Colunista

A ALTA DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS É CULPA DO FIQUE EM CASA? CLARO QUE NÃO!

ENTENDA OS MOTIVOS E NÃO CAIA NO GOLPE DOS ARGUMENTOS SUPERFICIAIS



A ALTA DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS É CULPA DO FIQUE EM CASA? CLARO QUE NÃO! Classificação

06/10/2021 14:43 | Rio de Janeiro | Colunista |

Samuel Marques

Não é difícil perceber que os preços dos alimentos subiram bastante, basta ser uma pessoa normal e ir ao supermercado para constatar que o nosso dinheiro cada dia vale menos, ou seja, o poder de compra está cada dia menor. Isto se deve a muitos fatores, mas um deles é o aumento dos preços que subiram absurdamente durante a pandemia. É óbvio que com mais pessoas em casa, consumindo ainda mais, a demanda aumentou e o preço aumentaria, mas, no patamar em que estamos, colocar a culpa em qualquer discurso é mais do que falta de entendimento do assunto, é burrice mesmo.


O Presidente gosta de afirmar algo que é mais fácil para ele e seus seguidores, que o preço dos alimentos é por causa do “fique em casa”, e não é verdade. Primeiro, que não está funcionando essa do “fique em casa” e o próprio presidente alimenta que o distanciamento não funcione. E segundo, que a coisa é bem mais complexa que isto, e vamos tentar entender.


O Real desvalorizou 22% em relação ao dólar durante a pandemia. O valor do custo de produção dos alimentos é ligado ao dólar, portanto, com a alta da moeda estrangeira, este custo é jogado no valor final. E como trigo é dólar...


Outro ponto importante é que a nossa moeda ficando barata virou um bom negócio exportar alguns de nossos produtos. Um exemplo disto foi o arroz, que 35 países aumentaram a exportação e outros 25 passaram a exportar. O produtor exporta em dólar e troca isso por real, o que aumenta seus lucros absurdamente, e dentro de uma lógica capitalista, é um grande negócio vender, e que se dane o mercado interno. Em alguns países existe uma política de reserva; no Brasil, a orientação do governo foi vender a reserva, portanto, existe um problema básico: desabastecimento do mercado interno. E por mais que para alguns o que vou dizer agora seja estranho, o auxílio emergencial sem uma política de reserva fez com que fosse produzida uma demanda sem oferta.


Existe uma outra questão que afeta diretamente nossa vida: a desconfiança dos investidores em nosso País. A falta de um plano de vacinação e de uma estratégia real para o combate à Covid-19 faz do Brasil um risco. Vacinar o povo é a única opção e, para isto, seria necessário um planejamento, um governo que tivesse ideia do que está fazendo.


Em setembro a Pfizer ofereceu - e a um preço menor do que compraremos agora - 70 milhões de doses, e foi negado. O Brasil se negou a conversar com outros laboratórios, atrasando pedindo de certificações e, consequentemente, a chegada da vacina, e ainda mais, retardando a volta da vida normal e, para piorar, custando vidas que poderiam estar sendo protegidas e suas mortes evitadas - se o povo estivesse sendo vacinado, e não está por uma escolha do Governo.


O que aprendemos com tudo que lemos acima, é que a alta dos preços não é culpa de qualquer discurso ou opção de “ficar em casa”, algo que está no caminho de ser inevitável. O aumento dos preços vem de uma política de não reserva, de um Real desvalorizado, de um país que exala insegurança política e administrativa, de uma alta do dólar que já vem vindo de antes da pandemia, de uma política econômica incapaz de gerar empregos e, acima de tudo, de um Governo capaz de usar vermífugo como plano de ação e não comprar vacina. Aprendemos também que política e economia são coisas sérias, e, assim como tudo nessa vida, não podem ser baseadas em discursos e argumentos superficiais. Essas maneiras de se fazer política e de encarar a vida que trouxeram uma gente que é política para um governo, com discurso de “apolítica”. Não tem como dar certo!









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